O que são Cidades para o Futuro?

 

Dados das Nações Unidas (ONU) revelam que até 2050, mais de 70% da população mundial viverão em áreas urbanas. Só na América Latina serão mais de 80% de pessoas vivendo em cidades que não estão preparadas para receber esse contingente populacional tão alto.

Com a alta densidade populacional em áreas urbanas é preciso pensar em cidades que sejam capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas e que garanta a sustentabilidade para as gerações futuras.

Cidades para o Futuro são cidades que possuem hábitos comportamentais sustentáveis e que destinam investimentos governamentais para garantir o futuro das próximas gerações. Cidade que sejam capazes de gerenciar seus ativos e recursos com maior eficiência.

Cidades para o futuro são cidades que possuem hábitos comportamentais sustentáveis e que destinam investimentos governamentais para garantir o futuro das próximas gerações. Cidades que sejam capazes de gerenciar seus ativos e recursos com maior eficiência em áreas como:

 

Foi pensando em Cidades para o Futuro que, em 2010 surgiu a iniciativa do Programa Curitiba 2035 - grande marco na estrutura de um pensamento coletivo para soluções sustentáveis.

Construindo Cidades para o Futuro | Curitiba 2035

Foi pensando em como construir uma cidade inteligente que melhorasse a vida da população e ao mesmo tempo garantisse o futuro das próximas gerações, surgiu o Programa Curitiba 2035.

O Programa foi desenvolvido inspirado no Programa Curitiba 2030 idealizado em 2010 e que marcou significativamente um pensamento coletivo de cidade sustentável.

Assim como o Curitiba 2030, o surgimento do Curitiba 2035 foi configurado a partir do pensamento coletivo sob as melhores práticas de desenvolvimento da cidade a longo prazo.

Iniciado em maio de 2016 e projetado sob a ótica de desenvolvimento bianual, o primeiro ano foi destinado para a construção criativa do pensamento em soluções e o segundo para a consolidação de um modelo de governança que garantisse a eficácia do programa.

Curitiba 2035 foi uma iniciativa da Comunitas, da Prefeitura Municipal de Curitiba e do Sistema Fiep (FIEP, SESI, SENAI e IEL), contando também com o apoio do Instituto Arapyaú

 

Como Curitiba idealizou sua Cidade para o Futuro? 

Para que Curitiba 2035 saísse apenas do caráter conceitual e tomasse forma, foram escolhidas duas metodologias iniciais: a Prospectiva Estratégica e o Roadmapping

A Prospectiva Estratégica buscava a reflexão e a criação coletiva para encontrar meios de ação. Já o método Roadmapping, buscava trazer grupos de especialistas que induziam, de forma compartilhada com outros participantes envolvidos, a criação de perspectivas em curto, médio e longo prazo para determinada situação. 

A partir destas duas metodologias, foram estimuladas a criação de estruturas voltadas para as seguintes etapas de realização:

  • Articulação de parcerias estratégicas;
  • Realização de estudos preparatórios;
  • Engajamento dos atores-chave em encontros reflexivos;
  • Produção de inteligência coletiva;
  • Sistema e validação das construções coletivas.

 

Passo a Passo para uma Curitiba 2035  

Pautada na articulação de parcerias estratégicas, a construção do Programa Curitiba 2035 contou com a presença de importantes instituições e stakeholders da cidade. Esta etapa tornou possível a criação de um Comitê Executivo e um Comitê Gestor, importantes pontos focais para o andamento do projeto. 

O Comitê Executivo foi composto, primariamente, por um grupo fixo de representantes das instituições envolvidas no projeto (Comunitas, Sistema Fiep, Prefeitura Municipal de Curitiba e Instituto Arapyaú). Para este, foram convidados também o Instituto Atuação e o Instituto Votorantim, cujo convite foi feito a fim de se ter um olhar neutro sob a perspectiva do processo como um todo. 

Já o Comitê Gestor foi formulado com diversos atores estratégicos da sociedade civil local, como acadêmicos, empresários, membros do terceiro setor e do governo. Estas vinte entidades foram inseridas para contribuir com a garantia da qualidade técnica do processo, sensibilizando instituições e stakeholders e disseminando as etapas e resultados parciais. 

Pode-se dizer que Curitiba 2035 foi criado a partir de dinâmicas de inteligência coletiva, tendo 16 encontros com 457 participações em seu planejamento. 

A iniciativa foi fundamentada na discussão de Painéis Temáticos, que eram encontros feitos para cada um dos eixos selecionados como estratégicos para o futuro das cidades. Todos os painéis foram viabilizados com o apoio de parceiros como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae-PR), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Rede Paranaense de Metrologia e Ensaios (Paraná Metrologia) e Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Paraná (Sinduscon-PR). Foi também alicerçada com a participação de especialistas de relevância social, técnica e científica. 

Para tornar o desenho do futuro desejado mais eficaz, uma plataforma web foi criada a fim repor as ações. O aplicativo Colab, que atua promovendo uma sinergia entre cidadãos e suas prefeituras, também foi utilizado para comunicar grandes tendências que impactam as cidades.  

Respeitando as tendências gerais para o futuro das cidades, o Programa Curitiba 2035 repensou a forma como a cidade deve se projetar no futuro. Sua idealização pode ser replicada em outras cidades que têm em vista um objetivo parecido: de impulsionar seu crescimento em um longo prazo. 

Tendências gerais para as cidades

Para construir uma cidade para o futuro, o Programa Curitiba 2035 contou com a prospecção de tendências municipais para os próximos anos. Este grupo de tendências gerais estimadas condiz com a identificação de mudanças que emergiram nos últimos anos, assim como desafios que precisam ser enfrentados em um futuro próximo.

Como tendências, entendem-se fenômenos sociais e tecnológicos de alto poder de impacto – ou seja, processos que têm força o suficiente para serem replicados em outros locais.

Entre as tendências gerais observadas, destacam-se:

 

Urbanização

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A percepção analítica do futuro das cidades compreende que a urbanização vai refletir o modelo de produção que é desenvolvimento no município, pactuando agentes públicos e privados no processo de construção de uma cidade moderna.

Tendências nacionais pontuam que os processos de metropolização e periferização continuam em ascensão, assim como a valorização do espaço público como elemento essencial para convivência social e apropriação coletiva.

No que diz respeito ao engajamento cívico, estima-se que exista a tendência de a população passar de coadjuvante à protagonista nas decisões referentes às cidades que habitam.

No urbanismo, a tecnologia também emerge como componente importante da transformação das cidades. Esta surge como alavanca para o sensoriamento de serviços urbanos, maior geração e circulação de dados para sociedade civil e automação de muitas estruturas já existentes.

A consolidação das smart cities como tendência, transforma em um futuro próximo, espaços urbanos em experiências intensa do uso de tecnologia nas cidades, possibilitando a criação de ambientes melhores para se viver dentro dos municípios. 

A ideia de habitação deve ser fomentada com a reintrodução dos vazios urbanos e também de imóveis abandonados no mercado imobiliário. Agendas afirmativas devem vir na direção da diminuição do processo de periferização urbana, otimizando ao máximo a infraestrutura disponível nos municípios.

 

Transformações sociais

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Com a tendência ocidental de redução das taxas de natalidade e aumento da expectativa de vida da população, a reflexão acerca do papel do idoso na sociedade nos remete ao repensar a cultura do envelhecimento como um todo.

Estima-se que a busca pela qualidade de vida também será consolidada como um traço expressivo das cidades do futuro. Com a população engajada em compreender como alcançar o bem-estar e a saúde de forma efetiva, mudanças no estilo de vida e no padrão de consumo podem ser observadas em um futuro próximo.

Avanços na produção de medicamentos, compreensão genética e desenvolvimento tecnológico podem ser resultados desta tendência a compreender como a vida pode ser mais confortável no futuro. 

Além destes fatores mencionados, o interesse pelos direitos humanos deve crescer, criando uma empatia pelos direitos coletivos e pelas lutas sociais que visam o bem comum. 

O multiculturalismo é visto como uma tendência reforçada no futuro – e ele pode ser reforçado com o reconhecimento dos direitos fundamentais de grupos minoritários. É avaliado que processos migratórios tendem a se ampliar e desafios como violência, vulnerabilidade e drogas tendem a se manter na sociedade

Novas perspectivas econômicas

economia

 

No que diz respeito à economia, transformações profundas e estruturais podem redefinir os negócios no futuro. Um dos principais desafios do futuro pode ser a manutenção e a ampliação da competitividade em um mundo globalizado, o que levará cidades a investirem energia no mapeamento e alavancagem de seus fatores críticos de competitividade. 

Novos modelos econômicos como moedas digitais e sociais, acesso a serviços como streaming e compartilhamento da propriedade privada (casas, carros e outros) são tendências econômicas do futuro. 

A desburocratização dos processos e busca por um aumento na qualidade de vida seguirão sendo tendências para atrair e reter capital nas cidades. 

No campo do ambiente de trabalho, a tendência à horizontalização (desestabilização dos modelos de empresa tradicionais) favorece a criação de modelos disruptivos. A flexibilização da força de trabalho também entra como fator que desencadeará mudanças futuras.

Estima-se, sobretudo, que a Economia Criativa surgirá cada vez mais como fator catalizador para criação de empregos, fonte de riqueza e compromisso cultural para a sociedade. 

 

Mudanças no meio ambiente

meio ambiente

 

É de unanime consenso que o consumo de energia deve crescer nos próximos anos. Embora este aumento traga maiores benefícios e facilidades para as cidades, aumentará as emissões de gases de efeito estufa substancialmente. Desta forma, políticas voltadas para eficiência energética e minimização do uso de combustíveis fósseis podem ser evidenciadas nos próximos anos.

Devido à possibilidade de sua escassez, a água pode aumentar exponencialmente de valor. A valorização de rios urbanos pode vir a se tornar uma estratégia ambiental. Tópicos como a renaturalização de rios urbanos pode entrar na pauta das principais metrópoles do mundo.

A agenda pública dos próximos anos pode ser orientada ao respeito da biodiversidade, minimizando a perda das características ecológicas dos territórios. 

As cidades do futuro seguirão expandindo o consumo de recursos naturais, mas medidas que influenciam na redução do impacto ambiental devem ser evidenciadas continuamente com este consumo como um todo.

 

Alterações na mobilidade urbana

mobilidade

 

Desafios como a alteração de padrões climáticos, crescimento populacional e escassez de capital podem promover mudanças radicais no que diz respeito à mobilidade. 

O transporte intermodal emerge como uma possibilidade para um futuro mais eficiente e sustentável, reduzindo as emissões de CO2 de cidades ao redor do mundo. 

O compartilhamento de automóveis, bicicletas e vias e incentivo à ciclomobilidade e pedestrianização serão tendências do futuro que criarão novos modelos de mobilidade nas cidades. 

Além disso, o investimento na adaptação e modernização dos espaços urbanos para uma maior democratização na questão da mobilidade pode ser uma realidade possível dos próximos anos.

Cidade da Educação e do Conhecimento

Educação e Conhecimento

 

A educação e o conhecimento detêm um papel decisivo no futuro das cidades. Para Curitiba 2035, o relacionamento da cidade com a educação e o conhecimento diz respeito ao papel do município no desenvolvimento de sua população, tornando-a capaz de ser protagonista do mundo que a cerca.

O conhecimento e a educação são temáticas importantes para o desenvolvimento urbano, sendo eixo central do desenvolvimento humano e na construção do capital intelectual de um município.

A cidade de Curitiba tem, historicamente, um bom desempenho em indicadores como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que busca mensurar a qualidade do aprendizado dos anos iniciais. Curitiba também é referência no Brasil em outras métricas da educação, como:

Na construção de uma cidade do futuro, a busca pela excelência na educação enfrenta alguns desafios que devem ser superados. Entre estes desafios estão:

  • Deficiência na infraestrutura educacional pública;
  • Comprometimento da qualidade do ensino;
  • Baixa oferta de educação em período integral;
  • Deficiência nos processos de gestão educacional;
  • Desvalorização dos professores;
  • Fragmentação do conhecimento;
  • Limitação nos processos de gestão do conhecimento;
  • Déficit na oferta de Educação Superior.

Além dos desafios a serem enfrentados, foram estimados também alguns fatores críticos de sucesso que impactam o crescimento pleno do município enquanto polo de referência para educação. Estes fatores se configuram como política de estado, construção do conhecimento, articulação setorial e recursos humanos.

Para fazer com que a educação e o conhecimento na cidade de Curitiba se tornassem eixos de referência futura, algumas ações específicas foram pensadas coletivamente, são elas:

 

Política de Estado

As políticas de estado abrangem procedimentos e metas governamentais em ações de curto, médio e longo prazo para a educação de Curitiba. Entre as ações propostas, destacam-se:

 

Construção do Conhecimento

A construção do conhecimento do Curitiba 2035 é um fator crítico que impulsiona o aprimoramento de programas, projetos, tecnologias e processos. Estes são responsáveis por apoiar a criação e a aplicação do conhecimento no município. Entre as ações propostas estão:

 

Articulação Setorial

No que diz respeito à articulação setorial, é possível dizer que esta é responsável por estreitar as relações entre instituições vinculadas. Isso é feito com o objetivo de promover o estabelecimento de parcerias institucionais que tornam a temática Cidade da Educação e do Conhecimento uma realidade.

 

Recursos Humanos

Os recursos humanos têm a serventia de atrair, reter, formar, capacitar e desenvolver profissionais que estão ligados ao projeto Curitiba 2035 – mais especificamente os que se envolvem no nicho da Cidade da Educação e do Conhecimento.

Desenvolvimento socioeconômico

O Programa Curitiba 2035 tem como um de seus grandes objetivos o desenvolvimento socioeconômico da cidade como um todo. A cidade deve se desenvolver de forma inteligente e sustentável, tendo como uma de suas visões principais o desenvolvimento do cidadão curitibano.

Desta forma, é necessário repensar Curitiba como uma cidade dotada de um ambiente de negócios favorável e altamente privilegiado para este nicho. Este ambiente deve ser atrativo e promissor, tendo como uma de suas marcas mais expressivas a criatividade humana e suas manifestações de inovação.

O desenvolvimento socioeconômico foi uma temática criada para interligar o crescimento econômico da cidade com a melhoria da qualidade de vida da sociedade local. As abordagens propostas pelo Curitiba 2035 buscam fazer um desenvolvimento qualificado, no qual exista a possibilidade da geração de mais empregos, maior renda e melhoria na capacidade produtiva.

Atualmente, Curitiba pode ser considerada uma cidade destaque no cenário nacional no que diz respeito ao desenvolvimento socioeconômico. Esta relação de destaque pode ser observada nos gráficos abaixo:

 

Na construção da iniciativa, sobretudo no cerne do desenvolvimento socioeconômico, foram encontradas possíveis barreiras que poderiam impedir a plena evolução do projeto:

  • Limitação territorial da cidade;
  • Deficiências na infraestrutura;
  • Gargalos na tecnologia da informação e comunicação;
  • Fragilidade no modelo de governança metropolitano;
  • Descontinuidade de políticas públicas municipais;
  • Escassez de políticas para retenção e atração de talentos e negócios;
  • Incipiência do ecossistema de inovação;
  • Limitação de recursos para o turismo;
  • Ausência de plano local para o setor criativo.

Além das barreiras mencionadas, alguns fatores críticos que impactam o sucesso do desenvolvimento socioeconômico foram identificados. Entre estes fatores estão o ambiente de negócios, a articulação e governança, a infraestrutura e conectividade e a política metropolitana de desenvolvimento econômico.

Para fazer com que o desenvolvimento socioeconômico previsto no Curitiba 2035 tomasse forma, algumas soluções foram pensadas coletivamente. São estas:

 

Ambiente de Negócios

Este cerne abrange diversas ações que estruturam condições melhores para os negócios de Curitiba e sua relação com as regiões metropolitanas. Um ambiente de negócios favorável oferece aos investidores internos e externos alta condição de competitividade, desenvolvendo a economia local de forma expressiva.

 

Articulação e Governança

Este item abrange o estreitamento das relações entre o poder público, a academia, o setor privado e a sociedade civil. Estas relações são de extrema importância para o desenvolvimento socioeconômico, uma vez que a ação sinergética é capaz de promover um maior crescimento. Além disso, esta harmonia facilita o planejamento e a gestão do município e sua relação com a região metropolitana.

 

Infraestrutura e Conectividade

Os fatores infraestrutura e conectividade são o conjunto de atividades, equipamentos, instalações e serviços de tecnologia e comunicação de uma cidade. Estes fatores são também incumbidos de projetarem o desenvolvimento econômico previsto pela iniciativa.

 

Política Metropolitana de Desenvolvimento Socioeconômico

Este tópico abrange as instruções e indicações que condizem à orientação política da Região Metropolitana de Curitiba, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento socioeconômico visado pelo Curitiba 2035.

Coexistência em uma cidade global

A temática da coexistência em uma cidade global nasce a partir de fenômenos culturais relacionados com a identidade populacional. A iniciativa Curitiba 2035 fomenta que multiculturalismo, diversidade, equidade, inclusão, vulnerabilidade e ética fazem parte dos processos reflexivos que desenvolvem o projeto. 

Quando se fala da coexistência em uma cidade global, entende-se que os movimentos políticos, econômicos, culturais e educacionais demandam esforços para sua absorção. A partir disso, deve existir uma reconstrução interna a fim de tornar a cidade mais justa para todos que estão ligados com a promoção da equidade. 

Esta temática foi considerada fundamental no projeto, uma vez que situa a condição humana como protagonista das ações estratégicas propostas pelo Curitiba 2035

Hoje, Curitiba detém o percentual da segunda capital brasileira com a menor taxa de pobreza do país. No que diz respeito aos índices de equidade em Curitiba, sabe-se que:

 

 

A fim de construir, de maneira sólida, uma cidade cujos valores seriam solidariedade, igualdade e sustentabilidade, os participantes do Programa Curitiba 2035 identificaram algumas barreiras que poderiam impedir a visão de futuro projetada: 

  • Desrespeito às diferenças sociais e culturais;
  • Desinteresse pela cultura local;
  • Expressivo contingente de população em situação de rua;
  • Alto índice de violência;
  • Insuficiência de infraestrutura adaptada a pessoas com deficiência e idosos;
  • Incipiência no debate e na implementação de ações voltadas a minorias;
  • Restrita participação social nas decisões governamentais.

Além das barreiras, foram identificados também alguns fatores críticos de sucesso que podem influenciar a equidade na cidade de Curitiba, como educação, cultura, gestão, infraestrutura e políticas públicas. Para fazer com que Curitiba se torne uma cidade que prioriza a coexistência em uma cidade global, foram propostas diversas ações que projetam a equidade a um longo prazo.

 

Educação e Cultura

A educação e a cultura visam fazer com que a população detenha conhecimento, atitudes e valores condizentes com os preceitos de equidade. Desta forma, acredita-se que todos que vivem em Curitiba e em sua região metropolitana possam viver em harmonia.

 

Gestão

A gestão condiz com os processos de planejamento, monitoramento e avaliação das políticas propostas para Curitiba e sua região metropolitana. É necessário frisar que a gestão também tem a responsabilidade de alocar os recursos disponíveis para as frentes de trabalho, sejam eles financeiros, tecnológicos ou humanos.

 

Infraestrutura

A infraestrutura é a base material que dá todo o suporte necessário ao desenvolvimento da cidade em geral. Quando se fala da infraestrutura no contexto da coexistência em uma cidade global, compreende-se todo o conjunto de atividades, serviços, equipamentos e instalações que tornam concreta a iniciativa voltada para este eixo.

 

Políticas Públicas e Legislação

As políticas públicas e a legislação são as diretrizes que orientam o município sobre como coexistir em uma cidade multicultural. Estes fatores influenciam de maneira expressiva a realidade social do município, estabelecendo normas de conduta que asseguram a estabilidade das relações sociais. 

Mobilidade e transporte

A mobilidade e o transporte impactam significativamente o planejamento das cidades. Na busca por respostas para os desafios ambientais, é possível identificar uma forte tendência ao fortalecimento do transporte público coletivo e do transporte não motorizado. 

Socialmente, existem estudos que apontam uma grande diversidade de tendências que universalização o acesso ao transporte, adotando o compartilhamento de veículos e priorizando a segurança. Economicamente, a busca pelo equilíbrio financeiro dos custos em transporte também é uma tendência em evidência. 

Desta forma, o eixo da mobilidade e transporte surge como uma questão estratégica para o Programa Curitiba 2035, criando ações voltadas para um maior desenvolvimento de Curitiba e região.

Curitiba hoje é uma cidade que tem dezenas de milhares de pessoas se deslocando diariamente dentro de seu território e região metropolitana. Quando se compara a cidade com outras capitais brasileiras, Curitiba tem o melhor desempenho em mobilidade calculado pelo Índice de Bem-Estar Urbano. No que diz respeito ao transporte público, a população curitibana avalia bem a facilidade e o acesso a este em uma forma geral. Abaixo estão alguns dos índices de mobilidade da cidade:

 

 

Para otimizar o transporte de Curitiba, a visão temática projetada era de integrar o sistema metropolitano com transparência, inteligência, dinamicidade, segurança e sustentabilidade.

Algumas barreiras foram consideradas possíveis entraves para o pleno desenvolvimento do projeto voltado para mobilidade e transporte:

  • Contrato de concessão de transporte público coletivo;
  • Defasagem tecnológica do sistema de transporte;
  • Desintegração da rede de transporte;
  • Excesso de veículos particulares;
  • Desatualização do sistema de bilhetagem;
  • Sucateamento da frota de ônibus;
  • Baixa oferta de transporte público coletivo nos finais de semana;
  • Inadequação do design urbano à mobilidade.

Foram considerados fatores críticos para o sucesso da temática a gestão, a infraestrutura, a legislação e as políticas públicas. Entre as ações previstas para a mobilidade e transporte estão:

 

Gestão

A gestão abrange tudo que diz respeito à orientação, planejamento, execução, monitoramento e avaliação de políticas voltadas para a mobilidade e transporte do Curitiba 2035.

 

Infraestrutura

A infraestrutura é um fator crítico que dá suporte ao desenvolvimento da cidade. Ela engloba o conjunto de atividades, serviços, equipamentos e instalações necessários para tudo que é idealizado no âmbito do futuro da mobilidade e do transporte.

 

Legislação

A legislação abrange as regulamentações voltadas para o eixo da mobilidade e transporte, compreendendo condutas aceitáveis ou não para assegurar a estabilidade jurídica das ações do Curitiba 2035.

 

Políticas Públicas

As políticas públicas são usualmente desenvolvidas pelo estado com participação de entes públicos ou privados. No que diz respeito a esta temática, estas políticas objetivam assegurar direitos de mobilidade e transporte aos cidadãos de Curitiba e de sua região metropolitana.

Saúde e Qualidade de Vida

A saúde e a qualidade de vida são dois fatores de profundo impacto no futuro das cidades. Foi pensando neste impacto que o Curitiba 2035 repensou as ações de saúde voltadas para prevenção e promoção de processos voltados para saúde-doença. No que diz respeito à qualidade de vida, questões como humanização e modernização de espaços urbanos já existentes entraram em pauta. 

Ambos os temas têm uma importância acentuada para o desenvolvimento das cidades e se configuram como questões fundamentais para a consolidação de uma cidade mais saudável. A qualidade de vida é uma questão contemporânea latente em todo o mundo – e esta temática nasce a partir da busca do bem-estar e satisfação da população em relação ao espaço que ocupa. 

Atualmente Curitiba apresenta alguns dos melhores índices de saúde e qualidade de vida do Brasil. É possível observar esta relação nos gráficos abaixo:

 

 

Na busca pela otimização da saúde e da qualidade de vida em Curitiba, o Curitiba 2035 objetivou um ambiente que prioriza a saúde e a qualidade de vida. Esta priorização deve ser construída a partir de educação, relações humanas bem estruturadas, implementação de tecnologia, harmonia com o meio ambiente e tudo que o envolve. 

O projeto identificou como barreiras para o pleno desenvolvimento do eixo da saúde e qualidade de vida os seguintes fatores:

  • Ineficiência do modelo de gestão em saúde vigente;
  • Escassez de ações de promoção, prevenção e educação em saúde;
  • Insuficiência de recursos humanos em saúde;
  • Deficiência nos diagnósticos clínicos;
  • Desigualdades no acesso a equipamentos de saúde;
  • Deficiência na infraestrutura de lazer e esporte;
  • Limitação nos recursos para cultura.

Além destas barreiras, foram vistos como fatores críticos que influenciam expressivamente no sucesso deste eixo a educação, a gestão, as políticas públicas e recursos alocados.

Para contornar as dificuldades enfrentadas no processo, diversas reflexões foram feitas coletivamente a respeito de possíveis ações a curto, médio e longo prazo para o eixo da saúde e da qualidade de vida.

 

Educação

A educação é fundamental para o andamento do Curitiba 2035, uma vez que esta é um fator estrutural para todas as ações. Existe uma estreita relação entre educação, saúde e qualidade de vida, uma vez que a educação impulsiona a prevenção de doenças e o engajamento da população em assuntos relacionados com o bem-estar geral. 

 

Gestão

A gestão se refere ao planejamento, execução, monitoramento e avaliação de todas as políticas propostas pelo Curitiba 2035 como um todo. Neste aspecto em específico – saúde e qualidade de vida – a gestão se refere ao uso eficiente dos recursos alocados para esta frente de atuação. Se refere também à otimização dos resultados e das ações aprendidas a partir das ideias propostas coletivamente. 

 

Políticas Públicas

No caso da saúde e da qualidade de vida, as políticas públicas são formuladas para fomentar planos, decisões, procedimentos e metas do governo voltados para resolver as problemáticas deste eixo.

 

Recursos

Os recursos condizentes com o eixo da saúde e da qualidade de vida devem ser aplicados e controlados. Estes podem se configurar em forma física, material, financeira, humana, mercadológica ou administrativa.

Meio Ambiente e Biodiversidade

saneamento

 

As áreas do meio ambiente e da biodiversidade são constantemente trabalhadas, e isso ocorre pela necessidade de orientar as cidades sobre a relação entre sociedade e natureza no ambiente urbano.

Este diálogo promove uma maior reflexão sobre como a população pode fazer um uso consciente de seus recursos naturais e da biodiversidade, assim como a forma que esta se dispõe a atingir maiores níveis de sustentabilidade.

Ao discutir o futuro das cidades, é imprescindível falar sobre o meio ambiente e a biodiversidade. Entende-se hoje que uma gestão ambiental benéfica deve ser feita através da sintonia entre as ações da sociedade civil e Estado, promovendo sempre o desenvolvimento sustentável das cidades.

Quando se fala de sustentabilidade, Curitiba hoje detém índices que podem ser aperfeiçoados para uma melhor preservação ambiental:

 

 

O Programa Curitiba 2035 aspira tornar a cidade e sua região metropolitana uma referência em conservação e inovação no meio ambiente. No entanto, algumas barreiras identificadas na situação atual da cidade podem ser impeditivas para estes objetivos. São consideradas barreiras para o meio ambiente e a biodiversidade:

  • Poluição dos rios urbanos;
  • Infraestrutura deficitária de saneamento ambiental;
  • Gestão ambiental fragmentada na Região Metropolitana de Curitiba (RMC);
  • Diminuição de áreas verdes na Região Metropolitana de Curitiba;
  • Pouca efetividade na gestão de resíduos;
  • Baixa integração intersetorial;
  • Limitação sobre o conhecimento e monitoramento da biodiversidade urbana;
  • Déficit na fiscalização ambiental;
  • Fragmentação das políticas educativas;
  • Ampliação das fontes de poluição atmosférica;
  • Escassez de indicadores ambientais;
  • Baixo investimento em tecnologia e inovação.

Além das barreiras identificados, foram vistos como fatores críticos que impactam significativamente o sucesso do projeto a educação, a governança, políticas públicas e recursos alocados. Para contornar possíveis dificuldades e Curitiba uma cidade referência em sustentabilidade, diversas ações foram propostas a curto, médio e longo prazo.

 

Educação

A educação aparece em diversas temáticas do Curitiba 2035 e também é um dos eixos protagonistas na questão ambiental. É de exímia importância que a população local compreenda como tomar decisões adequadas sobre questões ambientais, assim como saiba como conservar e preservar os recursos naturais existentes.

 

Governança

A governança é vista como um fator crítico e engloba, de forma compartilhada, a administração pública e a sociedade civil. Ela permite com que exista planejamento, execução, monitoramento e avaliação de políticas públicas voltadas para este eixo temático em específico.

 

Políticas

As políticas condizem com as medidas e procedimentos que circulam o tema do meio ambiente e da diversidade. Estas medidas e procedimentos são de cunho regulatório e auxiliam no desenvolvimento dos objetivos traçados pelo Curitiba 2035.

 

Recursos

Os recursos são os bens e serviços necessários para que os objetivos voltados para o meio ambiente e a biodiversidade sejam alcançados. Podem ser físicos, materiais, financeiros, humanos, mercadológicos ou administrativos.

Planejamento e Gestão Urbana

No que tange a temática do planejamento e da gestão urbana, o Programa Curitiba 2035 visa a atuação social na produção da cidade como um eixo protagonista do projeto como um todo. 

A fim de fazer o planejamento e a gestão urbana do futuro de Curitiba com êxito, este eixo busca elaborar planos ou programas para coordenar ações preventivas ou necessárias no contexto urbano local, sistematizando práticas administrativas e construindo um futuro próspero para a cidade. 

Esta área se consolida como um eixo estratégico indispensável para a projeção do Curitiba 2035. Isso ocorre por conta da necessidade latente de um planejamento a longo prazo que direciona e orienta o alcance dos objetivos da cidade. 

No que diz respeito a situação atual da cidade de Curitiba, a cidade se configura como a oitava maior capital brasileira e tem mais de 1,9 milhões de habitantes. Curitiba também alcança a terceira possível na colocação geral do Índice de Bem-estar Urbano do Brasil. As imagens abaixo retratam algumas informações relacionadas com os índices de urbanização da capital:

 

A fim de construir uma cidade com um planejamento integrado e gestão integrada, os idealizadores do Curitiba 2035 identificaram algumas barreiras que poderiam vir a interferir na concretização dos objetivos. São estas:

  • Burocracia em processos administrativos;
  • Pequena participação social no acompanhamento da gestão municipal;
  • Escassez de dados e informações sobre a gestão pública;
  • Comunicação ineficiente com os diferentes estratos da população;
  • Utilização limitada de tecnologias da informação e comunicação;
  • Deficiência nos modelos e ferramentas de gestão;
  • Ausência de uma cultura de planejamento de longo prazo.

Entre os fatores críticos de sucesso para a temática do planejamento e gestão urbana, foram feitas profundas reflexões sobre as diretrizes de estado, gestão e governança, educação e cultura e inovação. A partir destes núcleos foram pensadas soluções no curto, médio e longo prazo para o futuro de Curitiba e sua gestão urbana.

 

Diretrizes de Estado

As diretrizes de estado condizem com as disposições, medidas e procedimentos que orientam o município politicamente. Além disso, estas diretrizes são as responsáveis por regular as atividades e interesses da cidade no que diz respeito ao planejamento e à gestão urbana.

 

Gestão e Governança

A gestão e a governança falam a respeito da governança relacionada com os projetos voltados para o planejamento e a gestão urbana. Este eixo visa fazer um uso eficiente dos recursos alocados de forma que otimize, na maior medida possível, os resultados obtidos.

 

Educação e Cultura

A educação e a cultura são temáticas fundamentais para o andamento dos projetos voltados para o planejamento e a gestão urbana. Estes eixos tornam possível, de forma qualificada, a tomada de decisões voltadas para aspectos relacionados com o fomento do planejamento urbano de Curitiba do futuro.

 

Inovação

O eixo da inovação fala sobre a concepção, o desenvolvimento e a gestão de medidas inovadoras que dialogam com o planejamento e a gestão urbana da cidade do futuro. Este eixo é relevante uma vez que aponta os caminhos e estratégias necessárias para melhorar os produtos, serviços e processos de urbanismo.

Governança

A governança urbana é um importante processo para a realização de todos os aspectos levantados no Programa Curitiba 2035. Este conceito abrange a organização e a gestão de uma cidade, devendo ser feita de forma territorial, democrática, inclusiva, integrada, visando o longo prazo e consciente da ascensão da era digital.

Esta temática é fundamental no processo de desenvolvimento do Curitiba 2035, uma vez que estrutura o alinhamento das ações públicas aos interesses dos cidadãos. No que diz respeito ao alinhamento com a era digital, o Brasil é considerado um país com um desempenho no que diz respeito à atuação governamental online. 

A respeito dos índices de governança e diálogo entre governo e população em Curitiba, pode-se dizer que:

 

A fim de tornar Curitiba uma cidade coletiva que visa o desenvolvimento metropolitana de forma sustentável e inteligente, foram identificadas barreiras que impedem a construção dos objetivos de governança do Curitiba 2035, como:

  • Descontinuidade de políticas públicas bem-sucedidas;
  • Escassez de dados e informações sobre gestão pública;
  • Inadequação dos canais de comunicação para os diferentes estratos da população;
  • Participação social restrita no acompanhamento da gestão municipal;
  • Incipiência da cultura de governança;
  • Inexistência de um modelo de governança consolidado;
  • Restrição no uso de tecnologias de informação e comunicação nos processos de governança.

Entre os fatores críticos levantados para o desenvolvimento do projeto estão a comunicação, educação e cultura, modelo de governança e políticas de estado. A partir destes eixos, foram criadas ações que visualizam e otimizam a governança na cidade de Curitiba e em sua região metropolitana.

 

Comunicação

A comunicação entre as lideranças públicas de um município e a sociedade civil deve ser promovida para que a população participe de forma ativa na tomada de decisões relacionadas com a gestão.

 

Educação e Cultura

Este eixo visa dar à população o conhecimento necessário para compreender, de forma efetiva, como participar da tomada de decisão da governança de Curitiba e região.

 

Modelo de Governança

O modelo de governança implementa os processos de governança. É através dele que é possível se fazer o planejamento, a execução, o monitoramento e avaliação de políticas diante dos recursos disponíveis para estes aspectos.

 

Política de Estado

A política de estado regula tudo que diz respeito à governança, orientando a política do município a caminhar em direção ao interesse da cidade como um todo.

Segurança

A segurança garante a preservação da convivência social nas cidades. Esta temática permite com que a população exerça seus deveres e aproveitem seus direitos plenamente sem sensação de insegurança. 

De forma semelhante a outras cidades brasileiras, Curitiba enfrenta problemas com a segurança de seu perímetro urbano. Fatores como a infraestrutura urbana e o investimento em construções mais permeáveis aumentam as condições de segurança locais. 

Aspectos como violência e crime são crescentes no Brasil e devem ser encarados como desafios a serem enfrentados por todas as capitais brasileiras. Para o Programa Curitiba 2035, este tema é encarado como protagonista na busca por uma cidade segura, sociável e humanizada. 

Quando se compara a segurança Curitiba com outras capitais brasileiras, é possível afirmar que esta registra um desempenho mediano. É o que indicam os gráficos abaixo:

 

Envolvidos no Programa Curitiba 2035 identificaram barreiras que podem vir a impedir a plena concretização das ações voltadas para a temática da segurança. Foram consideradas barreiras para o desenvolvimento da segurança em Curitiba:

  • Insuficiência de recursos tecnológicos;
  • Carência de recursos humanos, sobretudo do efetivo policial;
  • Insuficiência de processos formativos para os profissionais;
  • Escassez de ferramentas de gestão;
  • Participação limitada da população nas ações de segurança;
  • Inadequação dos ambientes urbanos no que tange à segurança.

Para driblar essas barreiras, fatores críticos identificados como fundamentais para impulsionar o Programa Curitiba 2035 são a política de Estado, gestão, integração e recursos alocados. A partir destes quatro fatores críticos observados foi possível criar ações específicas para o desenvolvimento da segurança de Curitiba.

 

Política de Estado

A política de Estado é uma interligação entre procedimentos que orientam, de forma eficaz, as atividades da cidade que dizem respeito ao aumento da segurança em Curitiba.

 

Gestão

A gestão engloba todo o processo de planejamento, execução e monitoramento das frentes de atuação voltadas para a temática de segurança do Curitiba 2035. Ela prevê um uso eficiente dos recursos alocados, otimizando os resultados das iniciativas propostas. 

 

Integração

A integração condiz com as relações entre o setor público, a academia, o setor privado e a sociedade civil, sobretudo no que diz respeito à busca pela segurança sustentável. Esta interlocução entre todos os agentes facilita a gestão do projeto e o auxilia a compreender os valores e ações necessárias para o eixo da segurança.

 

Recursos

Os recursos alocam todos os bens e serviços que são necessários para aumentar a segurança da cidade. Neste tema em específico, estes recursos devem buscar sempre ações efetivas no eixo da segurança.

O que é Curitiba 2035

apresentação

 

Apresentação

O processo de urbanização é uma tendência marcante em países em estágio de desenvolvimento como o Brasil. Esse fenômeno traz em seu bojo a exacerbação de problemáticas relativas à vida em territórios com grandes aglomerações humanas.

Energia, saneamento básico, educação, saúde, segurança, moradia, acolhimento social, mobilidade, geração de empregos, entre outros, compõem uma complexa e desafiadora pauta a ser adequadamente endereçada. A natureza desses desafios exige soluções sustentáveis em intervenções estruturantes e que, sobretudo, tenham perenidade, pois a característica principal de projetos e iniciativas de caráter estruturante é que estes demandam mais tempo para implementação e os resultados mais significativos são colhidos em médio e longo prazos.

Com a devida consideração a todos os problemas das cidades, salienta-se que dois dos maiores desafios à melhoria das condições de vida nelas estão vinculados à ausência de visão compartilhada de futuro e à dificuldade de continuidade de programas e projetos, tanto na gestão pública quanto na esfera privada. A mirada de curto prazo e a descontinuidade das ações configuram um modus operandi que penaliza a sociedade de modo geral, pois impossibilita a soma ou a multiplicação de resultados positivos, dificulta o acúmulo de aprendizados de experiências passadas e onera o sistema com contínuos reinvestimentos em soluções que respondem de forma paliativa.

É nesse contexto que se insere o Curitiba 2035, que dá continuidade e aprofundamento do processo reflexivo do Curitiba 2030, que aconteceu em 2010. A constatação dos impactos desfavoráveis dessa lógica de funcionamento e o anseio de transformar essa realidade compõem os espaços emocional, intelectual e de articulação social de condução desse trabalho. Fruto de uma parceria entre Comunitas, Instituto Arapyaú, Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Sistema Fiep) e Prefeitura Municipal de Curitiba, a iniciativa foi realizada com participação da sociedade por meio de dinâmicas de criação de inteligência coletiva.

Trata-se, portanto, de uma construção cidadã com o propósito de explicitar o futuro almejado pela sociedade e, com isso, orientar o processo de desenvolvimento sustentável da cidade.

Esta publicação sistematiza o trabalho efetuado com vistas a instrumentalizar as aspirações e o sonho da sociedade curitibana, bem como de suas interrelações metropolitanas, no sentido de auferir um crescimento ordenado, com desenvolvimento socioeconômico e primando pela qualidade de vida e bem-estar da população. De forma pragmática, este documento traduz o mapa do caminho a ser percorrido para a concretização do futuro desejado para a cidade.

O sucesso dessa construção cidadã estará indubitavelmente vinculado à capacidade de articulação e ao comprometimento social, implicando gestores públicos e privados, tomadores de decisão, formadores de opinião e stakeholders diversos na sua consecução. A governança do Curitiba 2035 terá um papel de guardiã desse processo. Todos são responsáveis e têm uma contribuição importante a dar, sendo todos convidados a participar ativamente.

Curitiba é reconhecida internacionalmente como inovadora, particularmente no que tange à criação de soluções inteligentes no urbanismo e no transporte público.

Experiências tais que foram transferidas para muitas cidades do mundo. A aspiração é continuar inovando, só que dessa vez na criação do futuro coletivamente desejado para a Curitiba dos nossos sonhos.

Leia a publicação do Sistema Fiep na íntegra: