Boas Práticas | Estônia como referência na inclusão de tecnologias em governos

A Estônia, apesar de ser um país pequeno às margens do Mar Báltico, é uma referência global em tecnologia da informação.

O ex-presidente, Toomas Hendrik Ilves, um sueco de nascença que presidiu o país entre 2006 e 2016 foi uma das lideranças desse processo. Toomas esteve no evento Govtech Brasil entre 6 a 7 de agosto deste ano. Sua apresentação elucidou alguns pontos importantes para a trajetória de construção de um país digital. Abaixo, destacam-se algumas:

  1. A existência de um sistema de identidade digital seguro, forte e legalmente eficaz;
  2. Serviços digitais que sejam relevantes aos negócios e aos cidadãos, não só a burocracia;
  3. Uma arquitetura segura para que cidadãos, setor privado possam confiar (ao dizer isso, entenda-se que o presidente esteja se referindo às oportunidades que o blockchain - privado ou público nos apresenta);
  4. A garantia da integridade dos dados (vale destacar aqui a diferença entre integridade e privacidade dos dados, a privacidade garante que outros não vejam ou copiem dados, a integridade é a garantia de que os dados não sejam alterados).

 

Identidade Digital

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Identidade Digital estoniana. Foto: UOL

Na Estônia, tendo uma identidade digital unificada, a população pode inserir suas informações apenas uma vez no sistema do governo, tendo a chance de emitir certidões de nascimento, casamento e óbito de forma online. Quase toda população tem um cartão de identidade com um chip que carrega uma série de arquivos de documentos, devidamente criptografados. Ele dá acesso a todos os serviços digitais da Estônia, simplificando burocracias de preenchimento de fichas médicas, bancárias, etc.

É possível, também, destacar outras medidas tecnológicas adotadas pelo país:

 

O X-Road

O X-Road, o cérebro digital da Estônia, foi criado em 2001. Ele é a espinha dorsal do e-Estônia. Resumidamente podemos dizer que o X-Road é um sistema de troca de informações descentralizado. Isso quer dizer que não existe apenas um banco de dados, mas uma base de dados separadas em compartimentos virtuais e interconectadas. Com isso, as informações não podem ser duplicadas.

 

Recursos Interessantes

Como a Estônia aposta na premissa de fazer toda tecnologia open source, as soluções estão todas em um GitHUB - um repositório de código usado pelas comunidades de desenvolvimento em rede. A Estônia exportou seu sistema para a "irmã" Finlândia e apresentou-o a dezenas de outros países, entre eles Argentina, Uruguai, México, Canadá e Japão. O X-Road também inspirou a criação de programas semelhantes em outros países.

O que é interessante sobre o repositório acessível open source, é que outros governos utilizam e a base das tecnologias melhoram continuamente. Uma medida importante para virar regra, não exceção, quando falamos de desenvolvimento de soluções tecnológicas para governos.

 

Empresas Digitais | País Digital

Há duas empresas de tecnologia estonianas aparecem em destaque como inovações e apostas no setor privado do país.  Uma delas é o Taxify, uma concorrente do Uber que tem crescido na Europa. O app foi fundado em 2013 e presta serviços em 27 países e todos os continentes, exceto a América do Sul.

A Estônia criou, também, uma espécie de e-Estônia, um país digital. Cidadãos do mundo todo podem aplicar para ser um cidadão dessa “esfera” do país.   

 

Estônia e a Democracia na Nuvem

A tecnologia tem sido uma aliada para inovação democrática no país.

Vale destacar que em menos de 30 anos o país transformou um modelo político enfraquecido, que sofria com ocupações e forte vulnerabilidade a influência externa da Rússia, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Alemanha, em uma grande referência de inovação digital.

Para alcançar esse marco, a Estônia passou por uma transformação digital que, como o próprio ex-presidente coloca em sua fala, demandou definições técnicas que levaram semanas para serem tomadas e decisões políticas que levaram anos.

Além da inovação na gestão e na entrega de serviços ao cidadão a Estônia desenvolveu soluções digitais no processo democrático. Estas plataformas, somadas as citadas anteriormente revolucionaram a prática da cidadania no país.

 

Plataforma i-Voting

O i-Voting é o sistema de votação pela Internet, que permite que os eleitores votem de qualquer computador conectado à internet, em qualquer lugar do mundo. Basta estar cadastrado. Importante notar que a viabilidade disso é existe porque há alta penetrabilidade de internet e identidade digital segura universal.  

 

+ Assista abaixo, na íntegra, a palestra de Toomas Hendrick Ilves no Govtech:

Estudos de Casos Internacionais de Cidades Inteligentes | Medellín

Resumo

Este estudo de caso é um dos dez estudos de caso desenvolvidos pelo Banco Internacional do Desenvolvimento (BID) em associação com o Instituto Coreano de Investigação para os Assentamentos Humanos (KRIHS) para as cidades de Anyang, Medellín, Namyangju, Orlando, Pangyo, Rio de Janeiro, Santander, Singapur, Songdo e Tel Aviv.

A cidade de Medellín criou uma série de estratégias a fim de se transformar em uma cidade inteligente. As estratégias estão direcionadas para o cidadão através de uma série de serviços que melhoram sua qualidade de vida, estrutura urbana e convivência com o meio ambiente.

Este conteúdo está em Espanhol. 

Leia o estudo de caso na íntegra no arquivo abaixo:

Estudos de Casos sobre Cidades Inteligentes | Rio de Janeiro

Resumo

O estudo de caso realizado contempla a experiência do município do Rio de Janeiro nas iniciativas de Cidades Inteligentes, tendo como foco principal o Projeto Centro de Operações Rio–COR. A metodologia baseou-se em pesquisa de campo, site, publicações, bem como foram realizadas entrevistas com representantes da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

O relatório aborda o contexto da cidade, os principais desafios urbanos, o histórico das iniciativas digitais e a evolução ao longo do tempo. Com relação ao Centro de Operações Rio, descreve-se o modelo geral de atuação, aspectos organizacionais, as funções-chaves, os eventos monitorados, os mecanismos de acesso e divulgação da informação e o processo de tomada de decisão. Também se descrevem as tipologias dos sistemas existentes e sua integração com o COR.

A conclusão é que se trata de um modelo de sucesso, com grau de maturidade elevado, sendo de grande importância o compartilhamento da experiência do Rio de Janeiro com outras cidades. O modelo, porém, precisa continuar evoluindo e contar com forte apoio institucional, para que cada vez mais a população do Rio de Janeiro possa usufruir os benefícios das inovações tecnológicas aplicadas aos desafios do dia a dia da cidade.

Leia o estudo na íntegra no arquivo abaixo:
 

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