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Desafio

Tendências gerais para as cidades

Para construir uma cidade para o futuro, o Programa Curitiba 2035 contou com a prospecção de tendências municipais para os próximos anos. Este grupo de tendências gerais estimadas condiz com a identificação de mudanças que emergiram nos últimos anos, assim como desafios que precisam ser enfrentados em um futuro próximo.

Como tendências, entendem-se fenômenos sociais e tecnológicos de alto poder de impacto – ou seja, processos que têm força o suficiente para serem replicados em outros locais.

Entre as tendências gerais observadas, destacam-se:

 

Urbanização

urbanização

A percepção analítica do futuro das cidades compreende que a urbanização vai refletir o modelo de produção que é desenvolvimento no município, pactuando agentes públicos e privados no processo de construção de uma cidade moderna.

Tendências nacionais pontuam que os processos de metropolização e periferização continuam em ascensão, assim como a valorização do espaço público como elemento essencial para convivência social e apropriação coletiva.

No que diz respeito ao engajamento cívico, estima-se que exista a tendência de a população passar de coadjuvante à protagonista nas decisões referentes às cidades que habitam.

No urbanismo, a tecnologia também emerge como componente importante da transformação das cidades. Esta surge como alavanca para o sensoriamento de serviços urbanos, maior geração e circulação de dados para sociedade civil e automação de muitas estruturas já existentes.

A consolidação das smart cities como tendência, transforma em um futuro próximo, espaços urbanos em experiências intensa do uso de tecnologia nas cidades, possibilitando a criação de ambientes melhores para se viver dentro dos municípios. 

A ideia de habitação deve ser fomentada com a reintrodução dos vazios urbanos e também de imóveis abandonados no mercado imobiliário. Agendas afirmativas devem vir na direção da diminuição do processo de periferização urbana, otimizando ao máximo a infraestrutura disponível nos municípios.

 

Transformações sociais

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Com a tendência ocidental de redução das taxas de natalidade e aumento da expectativa de vida da população, a reflexão acerca do papel do idoso na sociedade nos remete ao repensar a cultura do envelhecimento como um todo.

Estima-se que a busca pela qualidade de vida também será consolidada como um traço expressivo das cidades do futuro. Com a população engajada em compreender como alcançar o bem-estar e a saúde de forma efetiva, mudanças no estilo de vida e no padrão de consumo podem ser observadas em um futuro próximo.

Avanços na produção de medicamentos, compreensão genética e desenvolvimento tecnológico podem ser resultados desta tendência a compreender como a vida pode ser mais confortável no futuro. 

Além destes fatores mencionados, o interesse pelos direitos humanos deve crescer, criando uma empatia pelos direitos coletivos e pelas lutas sociais que visam o bem comum. 

O multiculturalismo é visto como uma tendência reforçada no futuro – e ele pode ser reforçado com o reconhecimento dos direitos fundamentais de grupos minoritários. É avaliado que processos migratórios tendem a se ampliar e desafios como violência, vulnerabilidade e drogas tendem a se manter na sociedade

Novas perspectivas econômicas

economia

 

No que diz respeito à economia, transformações profundas e estruturais podem redefinir os negócios no futuro. Um dos principais desafios do futuro pode ser a manutenção e a ampliação da competitividade em um mundo globalizado, o que levará cidades a investirem energia no mapeamento e alavancagem de seus fatores críticos de competitividade. 

Novos modelos econômicos como moedas digitais e sociais, acesso a serviços como streaming e compartilhamento da propriedade privada (casas, carros e outros) são tendências econômicas do futuro. 

A desburocratização dos processos e busca por um aumento na qualidade de vida seguirão sendo tendências para atrair e reter capital nas cidades. 

No campo do ambiente de trabalho, a tendência à horizontalização (desestabilização dos modelos de empresa tradicionais) favorece a criação de modelos disruptivos. A flexibilização da força de trabalho também entra como fator que desencadeará mudanças futuras.

Estima-se, sobretudo, que a Economia Criativa surgirá cada vez mais como fator catalizador para criação de empregos, fonte de riqueza e compromisso cultural para a sociedade. 

 

Mudanças no meio ambiente

meio ambiente

 

É de unanime consenso que o consumo de energia deve crescer nos próximos anos. Embora este aumento traga maiores benefícios e facilidades para as cidades, aumentará as emissões de gases de efeito estufa substancialmente. Desta forma, políticas voltadas para eficiência energética e minimização do uso de combustíveis fósseis podem ser evidenciadas nos próximos anos.

Devido à possibilidade de sua escassez, a água pode aumentar exponencialmente de valor. A valorização de rios urbanos pode vir a se tornar uma estratégia ambiental. Tópicos como a renaturalização de rios urbanos pode entrar na pauta das principais metrópoles do mundo.

A agenda pública dos próximos anos pode ser orientada ao respeito da biodiversidade, minimizando a perda das características ecológicas dos territórios. 

As cidades do futuro seguirão expandindo o consumo de recursos naturais, mas medidas que influenciam na redução do impacto ambiental devem ser evidenciadas continuamente com este consumo como um todo.

 

Alterações na mobilidade urbana

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Desafios como a alteração de padrões climáticos, crescimento populacional e escassez de capital podem promover mudanças radicais no que diz respeito à mobilidade. 

O transporte intermodal emerge como uma possibilidade para um futuro mais eficiente e sustentável, reduzindo as emissões de CO2 de cidades ao redor do mundo. 

O compartilhamento de automóveis, bicicletas e vias e incentivo à ciclomobilidade e pedestrianização serão tendências do futuro que criarão novos modelos de mobilidade nas cidades. 

Além disso, o investimento na adaptação e modernização dos espaços urbanos para uma maior democratização na questão da mobilidade pode ser uma realidade possível dos próximos anos.

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