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Desafio

A Taxa de Mortalidade Infantil

A Taxa de Mortalidade Infantil é um índice adquirido pelo número de crianças que morrem antes de completar 1 ano de idade. O cálculo deste índice é obtido a partir de crianças de um local pré-definido (como cidade, região, país ou continente) e é estimado pelo número de crianças mortas a cada mil nascidas vivas. Mundialmente, estima-se que existam 45 óbitos ao nascimento para cada mil nascidos vivos.

Instituições como a UNICEF remetem um percentual expressivo da mortalidade infantil (cerca de 80%) à ineficiência da saúde pública. Fatores como nascimento pré-maturo, complicações durante o parto ou infecções como pneumonia e sepse são considerados agentes que auxiliam na elevação da taxa.

Saúde pública, educação e infraestrutura são variáveis diretamente interligadas com o índice de óbitos de recém-nascidos. De tal forma, os indicadores de mortalidade infantil são usados politicamente para definir a eficiência de serviços públicos de determinado local, uma vez que a mortalidade infantil elevada pode indicar uma série de deficiências nas políticas locais.

 

A Taxa de Mortalidade Infantil no Brasil

No ano de 2013 a UNICEF estimou que no Brasil a taxa de mortalidade infantil caiu 77% em 22 anos. Este índice comparava a diferença na taxa entre os anos de 1990 e 2012:

  • Em 1990, morriam cerca de 53,7 crianças a cada mil nascimentos
  • Em 2012, por sua vez, morriam 17,7 crianças a cada mil nascimentos.

Em consequência dos índices positivos obtidos, é possível dizer que o Brasil se destaca como um dos países com maior engajamento na busca pela redução da mortalidade infantil. 

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Imagem: Ministério Público do Paraná.

Além disso, considera-se que os indicadores diminuíram por consequência de melhorias na infraestrutura e condições sanitárias do país. Indicadores como o aumento da escolaridade feminina, melhoria na qualidade do atendimento pré-natal e incentivo ao aleitamento materno também são evidenciados como responsáveis pelo progresso do índice.

Os motivos que levaram o Brasil a esta considerável redução nos índices são diversos. Sabe-se, contudo, que o país fez parte dos 191 países comprometidos com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) propostos pela ONU em 2000. Entre os propósitos almejados, a redução da taxa de mortalidade infantil era um dos tópicos assertivos da organização. À frente de muitos dos estados que compactuavam com a iniciativa da ONU, o Brasil alcançou a meta de redução do índice em 2011, quatro anos antes do prazo estabelecido.

Quando dividido o índice por regiões brasileiras, esta foi a evolução obtida entre os anos de 1990 a 2010:

 

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Segundo informações apuradas pelo portal G1, providências tomadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – como o oferecimento de programas de vacinação para a população – também auxiliaram para a queda do índice de óbitos.  Ainda segundo o portal: 

Em seu calendário básico infantil, o SUS oferece 12 vacinas que previnem mais de 20 doenças: BCG, hepatite B, penta, inativada poliomielite (VIP), oral poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) e DTP (difteria, tétano e coqueluche).

 

A taxa de mortalidade infantil no mundo

Em um âmbito internacional, a UNICEF aponta que recém-nascidos vão ao óbito, sobretudo, em países pobres ou afetados por conflitos internos. O relatório “Every Child Alive, produzido pela instituição em 2018, apontou que bebês nascidos em países com situação frágil têm 50 vezes mais chances de falecer no primeiro mês de vida quando em comparação com países ricos. Segundo o órgão, dos dez países mais perigosos para se nascer, oito encontram-se na África Subsaariana.

 

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O caso de Cuba

Na América, a ilha caribenha de Cuba surpreende há anos com baixos índices de mortalidade infantil. No ano de 2013 o país registrou uma taxa de 4,3 mortos por mil nascidos vivos – número superior ao de países desenvolvidos, como Estados Unidos, que registrou 7 mortos a cada mil nascidos vivos no mesmo ano.

Os índices positivos são constantemente atribuídos ao Sistema de Saúde Cubano, que garante à gestante acompanhamento médico efetivo durante todas as etapas de gestação. Além disso, a saúde pública provê recursos como assessoria genética no atendimento primário à saúde, assegurando métodos que beneficiam a saúde na primeira infância em todo o país.

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