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Sobre gênero e etnia

É importante ressaltar que a existência de uma correlação entre características observáveis como cor da pele e aprendizagem não representam, de forma alguma, causalidade entre as mesmas. Em outras palavras, é irracional e imoral afirmar que a aprendizagem de um aluno é baixa por causa de sua cor ou gênero.

Por exemplo, se na sua cidade o nível de aprendizado de alunos que se auto identificam como negros for menor comparado com a de outras cores, isso não significa, em nenhuma hipótese, que ser negro é determinante da aprendizagem e que esse grupo de estudantes não tem disposição para aprender. Devemos evitar, de todas as formas, avaliações superficiais que possam gerar afirmações preconceituosas.

De fato, muitas pesquisas já anularam a hipótese de que cor de pele ou gênero têm algum impacto sobre a aprendizagem. O que deve ser feito é a avaliação de arranjos sistemáticos e sociais que levam grupos de estudantes com diferentes atribuições a terem níveis de aprendizado menores ou maiores.

Por exemplo: se meninas obtiverem níveis de aprendizagem menores em exames padronizados, sua equipe pode fazer vários levantamentos e questionamentos para compreender o que de fato está gerando essa iniquidade:

  • Qual o tipo de acompanhamento que as escolas e professores estão oferecendo para as meninas em comparação com os meninos?
  • As meninas possuem algum tipo de responsabilidade a mais em casa ou na sociedade que os meninos não possuem e que toma seu tempo, atrapalhando a dedicação aos estudos?
  • Qual o tipo de suporte que as meninas precisam para o seu desenvolvimento que as escolas oferecem (ou, pior, não estão oferecendo)?

Como dirigente de educação, seu olhar deve estar atento aos arranjos sociais e discriminatórios, além de garantir, por meio de sua liderança, que os diagnósticos da rede também estejam alinhados com este propósito.

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