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Desafio

Saúde Pública e Maternidade

Segundo apontamentos do Senado Federal, o acompanhamento médico durante o período gestacional é imprescindível para reduzir os riscos ligados à gravide – que podem levar até mesmo à morte da mãe e do bebê. 

Durante a gravidez, existe uma série de exames recomendados pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde para todas as gestantes. De tal forma, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza cerca de 24 exames pré-natais gratuitamente para as gestantes do país. Alguns dos exames mais comuns feitos no período gestacional são:

 

 

Rede Cegonha

Além dos exames pré-natais, há outras políticas públicas gestacionais direcionadas para diferentes segmentos da população, como é o caso da Rede Cegonha.

Segundo o Ministério da Saúde, a Rede Cegonha trata-se de uma estratégia governamental para implementar uma rede de cuidados que asseguram às cidadãs brasileiras com renda de até R$ 70 mensais (natureza considerada como situação de extrema-pobreza) uma atenção humanizada no período gestacional, proporcionando às crianças nascidas o direito ao nascimento seguro e ao crescimento saudável.

A Rede Cegonha foi uma estratégia criada pelo Governo Federal em 2011. No ano de 2014, já estava presente em cinco mil municípios brasileiros, atendendo 2,6 milhões de gestantes.Uma das estratégias da iniciativa consta em reduzir o número de cesárias no realizadas no país e estimular o parto humanizado entre mães.

 

 

A iniciativa teve um investimento inicial de R$ 9,4 bilhões e abrangia desde o período gestacional até o segundo ano de vida da criança. À gestante, garante-se a oportunidade de acompanhamento de familiares durante todos os procedimentos.¹

 

A disseminação do parto normal no país

Levantamentos de 2016 da Organização Mundial da Saúde apontam que o Brasil é o segundo país que mais realiza cesarianas no mundo. O percentual do Brasil, em 2016, foi de cerca 55,6% dos partos feitos por cesáreas –  perdendo apenas para a República Dominicana, cujo percentual foi de 56%.

Segundo a UNICEF, os estados que mais realizam cesárias no país são Goiás (67%), Espírito Santo (67%), Rondônia (66%), Paraná (63%) e Rio Grande do Sul (63%). O órgão ainda aponta que um grande número de cesarianas é realizada sem fatores de risco que justifiquem a cirurgia e até mesmo antes da mulher entrar em trabalho de parto. 

A OMS recomenda que a cada 10 partos realizados em maternidades do país, 1,5 procedam de cesáreas. Contudo, estima-se que a cada 10 partos particulares do país, 8,5 sejam cesáreas. Para reverter o quadro, o Ministério da Saúde publicou, em 2016, o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, qual pontua os parâmetros que devem ser seguidos pelos serviços de saúde.

A intenção do protocolo é de orientar profissionais da saúde a diminuírem o número de cesarianas desnecessárias entre gestantes, uma vez que o procedimento, quando não adequadamente realizado, pode causar uma série de problemas respiratórios para o recém-nascido. Além disso, a prática da Cesárea pode trazer um alto risco de morte materna e infantil.

O quadro abaixo, estimado pelo Ministério da Saúde, mostra o percentual de cesáreas realizadas no Brasil ao longo de dezesseis anos:

 

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Apesar dos índices inquietantes, em 2016, pela primeira vez em seis anos, o número de cesárias diminui no país. Segundo o portal Agência Brasil, a melhoria nos percentuais pode ser atribuída a medidas governamentais como a Rede Cegonha, além da atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar junto com as operadoras de planos de saúde.  

 

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