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Desafio

O Acesso ao Saneamento Básico no Brasil

O saneamento básico é um conceito que compreende os seguintes serviços: infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.

Apesar de ser um direito garantido por lei, dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) referentes ao ano de 2015 apontam que apenas 50,3% da população brasileira possuía acesso à coleta do esgoto. Este percentual pode ser traduzido em mais de 100 milhões de pessoas utilizando métodos alternativos para lidar com a questão dos dejetos. Por métodos alternativos, compreende-se o descarte em fossas ou diretamente em rios. 

Em notícia do portal G1, estimava-se que até 2007 apenas 42% da população tinha acesso à rede de esgoto. Até 2015, o índice apresentou um aumento de 8,3 pontos percentuais. A respeito do abastecimento de água, a evolução apresentou um progresso mais lento: o índice de 80,9% de 2007 subiu para 83,3% em 2015. O índice de esgoto tratado, em contraponto, passou de 32,5% em 2007 para 42,7% em 2015.

 

As cidades com mais e menos acesso ao saneamento no Brasil

Segundo o Child Fund, o Instituto Trata Brasil publicou, em 2017, o Ranking do Saneamento das 100 maiores cidades com base nos dados do SNIS de 2015. O índice mostra a evolução dos indicadores de água e esgoto e abrange também os investimentos e perdas de água nas maiores cidades (com foco nas capitais) e as doenças de veiculação hídrica.

Entre as grandes cidades com melhor desempenho estão Curitiba (11ª), São Paulo (20ª) e Porto Alegre (24ª). Na imagem abaixo, podemos ver as 10 melhores cidades segundo o ranking:

1

Já nas piores colocações, grandes cidades como Manaus, Macapá e Porto Velho figuram a lista. Na imagem abaixo, podemos ver as 10 piores cidades segundo o ranking:

2

 

 

Regionalmente

Ainda segundo o Child Fund, os dados regionais condizentes às condições sanitárias do país são diretamente ligados com a desigualdade social do país. Regiões com índices socioeconômicos mais desenvolvidos tendem a ter mais acesso ao saneamento básico, enquanto regiões mais pobres possuem índices mais baixos de atendimento sanitário à população.

  • A região Nordeste tem um percentual de 32,11% de seu esgoto tratado;
  • A região Sul tem um percentual de 41,43% de seu esgoto tratado;
  • A região Sudeste tem um percentual de 47,39% de seu esgoto tratado;
  • A região Centro-Oeste tem o melhor desempenho, com 50,22% de seu esgoto tratado.

 

Projeções para o futuro

Em um estudo projetado pela Agência Nacional de Águas (ANA), foi estimado que o país deveria investir cerca de R$ 150 bilhões para garantir acesso ao saneamento básico para toda sua população até 2035. Estimava-se, ainda, que em 2017, 45% do esgoto produzido pela população não receba nenhum tipo de tratamento. 

Este índice é problemático ao ponto que sem qualquer espécie de tratamento, os riscos de poluição e contaminação de rios, lagos e mananciais (pontos de rejeitos) seguem crescentes.*

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