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Diagnosticando a rede: nível socioeconômico

Antes de criar um diagnóstico sobre a oferta, demanda, rendimento ou fluxo, é importante que você tenha em mente o ambiente socioeconômico em que as escolas da sua rede estão situadas. Sabemos a situação socioeconômica e a escolaridade dos pais é um fator determinante do aprendizado do aluno. É importante ter clareza sobre esses fatores para que se possa, durante o diagnóstico, planejar quais intervenções serão mais apropriadas para alavancar os indicadores de aprendizagem e fluxo de determinado grupo de alunos.

Dada a importância desse indicador o Inep criou, em 2014, um Indicador de Nível Socioeconômico das Escolas – Inse, que contextualiza as medidas de aprendizado do aluno por meio de um agregado de fatores que incluem o número de bens domésticos que este possui em sua residência, renda mensal, contratação de serviços pela família e o nível de escolaridade dos pais. Os alunos são categorizados em um de sete níveis, de acordo com as suas respostas nas provas Anresc/Prova Brasil, Aneb e Exame Nacional do Ensino Médio - Enem.

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  • Além desse indicador, também vale a análise do Índice de Desenvolvimento Humano - IDH e, caso necessário, a criação de outras medidas que façam sentido em sua rede para mensurar o contexto socioeconômico no qual cada escola está inserida, bem como fazer uma análise comparada da posição do município com relação ao estado e o próprio país.
  • Uma importante análise comparada a ser feita, por exemplo, é da proporção de escolas que possuem um nível Inse muito alto ou muito baixo e quais são os indicadores de aprendizagem nessas escolas, avaliando se há alguma correlação entre nível socioeconômico e aprendizagem na rede. Você e sua equipe poderão levantar várias hipóteses com esses dados e, principalmente, desenvolver sua perspectiva sobre a equidade.

Quando dados são coletados e divulgados em nível unitário, ou seja, por aluno, o gestor também pode averiguar como os indicadores de aprendizagem e fluxo estão correlacionados com outras características dos estudantes, como o já citado indicador socioeconômico, bem como dados de gênero e cor. Com tais informações, você e sua equipe poderão chegar à um diagnóstico mais preciso, pois haverá o conhecimento e a legitimidade para adotar medidas equitativas mais adequadas quando houver grande correlação entre esses indicadores e os diferentes níveis de aprendizagem

Outo cuidado no processo de análise e diagnóstico é ter os dados de quantos estudantes participam de programas sociais no seu município e no seu estado. Essa informação também pode ser utilizada como um indicador da fragilidade social e econômica na rede, bem como parâmetro para a criação de outras políticas públicas - não somente aquelas ligadas à educação, mas também as relacionadas à outras áreas de assistência social, como saúde e saneamento básico.

Esse tipo de suporte social é essencial para estudantes de baixas camadas sociais. De fato, ações complementares na área de assistência social poderão ajudar os alunos a frequentarem e permanecerem na escola. Dados como estes podem ser obtidos, por exemplo, por plataformas como o Cadastro Único - CADIÚNICO da Caixa Econômica Federal.

 

 

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