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Ferramenta | Metodologias Ágeis

Uma outra maneira de se acompanhar o desenvolvimento das atividades é a partir da utilização de conjuntos de estratégias e ferramentas chamadas de metodologias ágeis. Elas são uma alternativa à gestão tradicional de projetos e processos existentes. As estratégias surgiram primeiramente em equipes de desenvolvimento de software, mas também podem ser aplicados em outros setores.

Os métodos ágeis buscam promover um processo de gerenciamento que incentiva a inspeção e adaptação frequente, mesmo em trabalhos complexos nos quais é impossível predizer tudo o que irá acontecer. É um framework que tem como objetivo o maior trabalho em equipe, a auto-organização, a comunicação frequente, o foco no cliente e a entrega de valor. Basicamente, os métodos ágeis são um conjunto de práticas eficazes que se destinam a permitir a entrega rápida e de alta qualidade dos produtos, tendo uma abordagem que alinha o desenvolvimento do projeto com as necessidades do cliente e os objetivos da organização.

Entre os diversos métodos disponíveis, um dos mais conhecidos é o Scrum. Este nome vem de uma jogada de rugby, onde oito jogadores de cada time devem se encaixar para formarem uma muralha. O Scrum é um conjunto de valores, princípios e práticas que fornecem a base para que a sua organização e gestão para sejam relevantes para a realidade da organização. Todo o trabalho deve ser dividido em iterações, que são chamadas de sprints.

No início de cada sprint, faz-se um Sprint Planning Meeting, que é uma reunião na qual são priorizados os itens que serão trabalhados e a equipe seleciona as atividades que ela será capaz de implementar durante o sprint que se inicia. O tamanho de cada sprint é adequado à organização e aos seus projetos. Cada período pode durar entre uma e quatro semanas. O processo de Scrum costuma ser controlado em um quadro, onde é possível ver as tarefas que estão em desenvolvimento, as que foram trabalhadas, mas que ainda precisam ser verificadas ou testadas e as que são consideradas concluídas.

No Scrum se trabalha com um elemento chamado product backlog, que é um registro que contém as áreas do produto que devem ser desenvolvidas. Do product backlog é criado o release backlog, que é a junção dos requisitos do product backlog que irão ser trabalhados, de acordo com a prioridade de cada um. O release backlog é um ponto para a criação do sprint backlog, que representa o espaço de tempo em que uma tarefa (chamada de user story) vai ser concluída.

As pessoas que fazem parte do processo do Scrum são:

Product owner: é o dono do produto ou projeto que vai ser trabalhado, sendo responsável pela direção a seguir, definindo quais requisitos vão fazer parte do product backlog e quais devem ser abordados pela equipe. Representa os usuários ou clientes do produto em questão;

Scrum Master: é o elemento que faz a ligação entre o product owner e a equipe. Tem a responsabilidade de organizar reuniões, fazer o acompanhamento do trabalho e se certificar que cada integrante da equipe tem as ferramentas necessárias para cumprir a sua função da melhor maneira possível.

Team (equipe): É a equipe que trabalha para o desenvolvimento do projeto ou produto.

Um termo importante para a metodologia é o daily scrum, ou Scrum diário, que consiste em uma reunião organizada pelo Scrum Master. Todos os elementos estão em pé, para que a reunião seja de curta duração, durando no máximo 15 minutos. Esta reunião é uma forma de comprovar que cada elemento está cumprindo o seu papel. 

Existem ainda outras metodologias ágeis disponíveis, que podem ser aplicados isolados ou em conjunto com outras ferramentas para melhorar a performance da organização no gerenciamento de projetos, como o Kanban, DSDM (Modelo Dinâmico de Desenvolvimento de Sistemas), XP (Extreme Programming), etc.

 

Outras referências:

Modelo de gestão ágil do Spotify (Vídeo em inglês)  

Guia do Scrum (Arquivo PDF) 

 A ENAP promove regularmente o GNPapo (conversa com inovadores). O vídeo acima traz uma conversa sobre as possibilidades e razões para tornar o setor público mais ágil e teve a participação do Mads Bonde Clausen, do laboratório de governo da Dinamarca – MindLab. Vale a pena assistir! 

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