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Desafio

A inserção da mulher na política

A participação da mulher no poder público tem sido pauta de diversos veículos ao longo dos anos. O motivo de tal alarde acerca do tópico pode ser apontado como a recorrente desigualdade da participação do gênero feminino dentro do ambiente político.

Segundo estudos do Global Women's Leadership Initiative, a percepção da população sobre a importância das mulheres na vida pública parece ter uma relação direta com o tipo de posições de liderança que as mulheres correspondem.  

Em países quais a população possui a percepção de que as mulheres correspondem à boas líderes e devem ter igual acesso aos empregos e à educação, as mulheres são mais propensas a entrar em uma variedade de áreas governamentais.

Da mesma forma, em países quais o público não crê na ideia que as mulheres devem ter um papel igualitário fora da vida doméstica, as mulheres tendem a servir majoritariamente em setores socioculturais de governo: saúde, educação ou ministérios femininos.

Países Suécia e Eslovênia são exemplos em que as atitudes positivas em relação às mulheres na vida pública resultam em mais mulheres líderes. É o que podemos observar no gráfico abaixo:

 

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Fonte: Global Women's Leadership Initiative.

 

Dados apurados no ano de 2017 pela ONU Mulheres em parceria com a União Interparlamentar apontam o Brasil como um dos países com maior dissemelhança de participação feminina dentro de órgãos parlamentares como o Congresso Nacional: o país despontou na posição de 154º dentro dos 193 países reconhecidos pelas Nações Unidas.

Países como Bulgária, França e Nicarágua lideram o ranking mundial das mulheres com cargos dentro de ministérios, correspondendo a mais de 50% de representantes femininas. Países como Ruanda, Dinamarca e a África do Sul alcançaram, respectivamente, em sétima, oitava e nona posições.

Já dentro do Congresso Nacional, economias emergentes como Ruanda, Cuba e Bolívia surpreenderam ao apontarem índices superiores em escala global. Tal relação pode ser observada no gráfico abaixo:

 

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Fonte: ONU Mulheres, 2017.

 

Em uma escala regional, o índice das Nações Unidas indica que a representação feminina nos parlamentos das Américas subiu consideravelmente – o índice atual de participação da mulher em aspectos parlamentares é de 25%, superando o contingente apontado em 2015, de 22,4%.

O índice global de participação política pode ser observado abaixo:

 

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Fonte: ONU Mulheres, 2017.

 

Na Ásia, o índice é de apenas 11%, enquanto na África as mulheres ocupam cerca de 19,7% dos cargos ministeriais. Os Estados Árabes possuem o menor índice de mulheres participando da política, com cerca de 9,7% dos cargos executivos liderados por esta, enquanto a Europa alcança o segundo lugar com índice de 22,5%.

No Brasil, para combater a baixa participação feminina no Congresso Nacional, foi criada a Lei nº 9.504/1997, que institui que ao menos 30% das vagas de cada partido ou coligação devem ser reservadas para candidatas mulheres.

É interessante observar, através dos dados levantados por ambas as instituições mencionadas, que a inserção da mulher no ambiente político tem avançado ao longo dos anos. Mas é necessário também apontar que os avanços, embora significativos, não podem ser considerados integralmente satisfatórios, uma vez que denotam a desigualdade de gênero em aspectos que vão muito além dos políticos.

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