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Desafio

Igualdade de Gênero no Brasil: Cenários e desafios

Em 2017, o Brasil alcançou a 10ª posição dos “lugares mais perigosos para mulheres viajantes” conferido pela International Women’s Traveler Center. Na frente do Brasil estão, em ordem de colocação: Turquia, Rússia, Venezuela, Egito, Índia, México, Arábia Saudita, Quênia e Colômbia.

Os dados indicam que o Brasil segue sendo um dos países cuja igualdade de gênero possui maior defasagem em relação a demais países.

Em um relatório levantado pelas Nações Unidas em 2017, o Relatório sobre Desenvolvimento Humano, o Brasil circula com um país cujas condições de vida para o sexo feminino não são favoráveis: recebendo cerca de 25% menos do que os homens em trabalhos semelhantes aos deles, as mulheres também repetem a lógica da desigualdade ao serem vítimas de violência. Em levantamento do SUS, são registradas uma denúncia de violência contra a mulher a cada 7 minutos.

Na imagem abaixo, constam índices comparativos entre Brasil e outras nações acerca de tópicos como mortalidade materna, participação na política e participação no mercado trabalho:

 

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Fonte: ONU, 2017.

 

Neste mesmo levantamento, é apontado que o gênero feminino vem em primeiro lugar apenas em dois aspectos: escolaridade e expectativa de vida. A média de escolaridade feminina é de 8,1 anos, enquanto a média masculina é de 7,5 anos. A expectativa de vida feminina, entretanto, dispara em 78,5 anos, enquanto a masculina é de 71 anos.

Apesar dos índices de expectativa serem positivos, outro relatório das Nações Unidas, o Diretrizes Nacionais para Investigar, Processar e Julgar com Perspectiva de Gênero as Mortes Violentas de Mulheres – Feminicídios, aponta o Brasil em quinto lugar como o pais que mais mata mulheres.

Os índices alarmantes denotam a ideia de que o Brasil é, de fato, pertencente ao grupo de países que desfavorecem a autonomia feminina fora do âmbito doméstico. E que existem motivos para que nosso país constantemente figure rankings sobre piores países no mérito da igualdade de gênero.

Agendas políticas que pouco favorecem a mulher, bem como a falta de representatividade do sexo feminino dentro do ambiente de tomada de decisões políticas, configuram tópicos que auxiliam para que a desigualdade de gênero se sustente dentro do Brasil.

Há diversos fatores que poderiam modificar tal cenário, como políticas que fomentem a inserção da mulher em um ambiente equitativo de trabalho e agendas que visem a preservação da segurança feminina no Brasil.

Contudo, para que estes fatores sejam alterados, se faz necessário compreender primariamente que a realidade da mulher no Brasil é agressiva – e que deve ser debatida regularmente em todos os eixos possíveis.

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