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Desafio

Igualdade de gênero ao redor do mundo

Você sabia que a Islândia é o país que está mais perto de alcançar a plena igualdade de gênero?

O dado mencionado acima foi levantado no Índice Global Gender Gap, realizado pelo Fórum Econômico Mundial em 2017. O estudo abrange 144 nações e considera o quão perto de alcançar a plena igualdade de gênero interna estas se encontram. É o nono ano qual o país nórdico figura o primeiro lugar da lista.O Brasil está em 90° neste levantamento, atrás de países como Cabo Verde, Myanmar e Kenya.

A imagem abaixo ilustra os 15 países mais – e os 15 países menos – desenvolvidos no engajamento para redução de desigualdade entre os sexos. O índice é baseado em fatores como as prioridades econômicas, culturais e sociais da agenda política dos países em questão. 

 

Fonte:Global Gender Gap Report 2017
Fonte: Global Gender Gap Report, 2017.
 

O mesmo estudo estima que o mundo levará cerca de 217 anos para reduzir a igualdade econômica existente entre ambos os gêneros, além de 100 anos para diminuir a diferença geral entre todos os países que integram o ranking.

Estes dados traduzem tópicos globais como desigualdade salarial, introdução no mercado de trabalho, educação e participação ativa na política.

Para combater a questão da desigualdade salarial, o governo islandês implementou, em 2018, uma lei que legaliza a igualdade salarial entre homens e mulheres. Nesta, fica estipulado que empresas privadas e agências governamentais que possuam mais de 25 funcionários devem obrigatoriamente obter uma certificação governamental sobre políticas de igualdade de remuneração, estando submetidas a multas estatais caso tal certificação não seja adquirida.

No quesito educação, um levantamento da UNESCO divulgado em 2016 apontou a estimativa de que indivíduos do sexo feminino tinham duas vezes menos chances de ingressar na educação formal, jamais possuindo a oportunidade de aprender recursos educacionais básicos como ler e escrever. O mesmo estima que isso acontecerá com cerca de 16 milhões de meninas entre seis a dez anos – quase o dobro do índice estimado para o sexo masculino. 

Neste levantamento, a organização produziu um mapa no qual podemos observar os países quais a desigualdade de gênero na educação é uma realidade mais intensa. Os mesmos estão destacados em cores escuras na imagem abaixo:

 

unesco
Fonte: UNESCO, 2016. 
 

No mapa produzido, é possível observar que regiões que englobam os Estados Árabes, a África Subsaariana e pequenas porções do continente asiático possuem maiores índices de desigualdade educacional do que demais áreas do globo. Os países destacados na cor cinza, entretanto, não possuem dados disponíveis acerca do tópico.

Estudos que remontam os cenários quais configuraram desigualdade de gênero ao redor do mundo frequentemente apontam alguns pontos como ocasionadores de tal, sendo estes: os contextos históricos, culturais, econômicos e sociais de um país. 

Países quais preceitos religiosos entornam as instruções de conduta da sociedade tendem a ter um olhar mais rigoroso acerca da imersão feminina dentro de esferas exteriores à doméstica. O mesmo padrão pode ser observado em estados com menor desempenho econômico ao redor do mundo. É possível remeter este padrão à falta ou insuficiência de incentivos para que medidas sociais sejam implementadas dentro de tais territórios.  

Barreiras socioculturais que impedem o gênero feminino de obter seu pleno acesso a todas as esferas da sociedade, estas que são aplicadas ao gênero masculino de maneira espontânea, devem ser analisadas e desfiguradas afim de garantir uma comunidade global igualitária.

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