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Desafio

Enchentes: O Problema e as Possíveis Soluções

No Brasil, além da poluição hídrica, situações emergenciais como enchentes, contaminação do solo e deslizamentos de terrenos podem ser remetidas à falta de saneamento básico nos municípios do país. 

Por conta do êxodo rural promovido nas últimas décadas, o crescimento populacional urbano foi acelerado e muitas vezes desassistido pelo planejamento territorial das áreas ocupadas. O decrescente interesse do poder público acerca das obras de infraestrutura de saneamento básico auxiliou para que a degradação do meio ambiente aumentasse a níveis expressivos.

Entre as áreas historicamente mais afetadas pelas enchentes está o Estado de Santa Catariana, que registrou incidentes letais nos anos 1855, 1983, 2008 e 2011. O estado, afetado por grandes chuvas, analisa mecanismos de prevenção para o problema em seu território.

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Foto: Cultura Mix.

A enchente de 2008 vitimou 135 habitantes mortos, 9.390 moradores evacuados de suas casas e 5.617 moradores desabrigados. Ainda estima-se que na época 150.000 habitantes tenham ficado sem energia elétrica. Para reverter o quadro, cerca de R$ 20 milhões foram arrecadados através de doações e R$ 2 bilhões foram liberados pelo Governo Federal para implementar medidas provisórias.

Em consequência do urbanismo vertiginoso, as atividades desenvolvidas nas cidades impactam e refletem diretamente no meio ambiente, modificando a relação dos ecossistemas. 

Áreas irregulares periféricas, apontadas como os principais polos de crescimento urbano, são construídas sem fiscalizações públicas que possibilitariam uma maior vigilância sobre obras de saneamento efetivas nas moradias. Estas áreas periféricas geralmente são estabelecidas em áreas sujeitas a uma série de riscos, sendo situadas em áreas marginais de córregos e rios que não deveriam ser ocupadas.

Como consequência desta série de fatores, ocorrências como alargamentos e alterações dos regimes hidrológicos de rios acabam desprotegendo vegetações ciliares das margens de rios, causando, por fim, inundações em diversas cidades brasileiras. Para resolver esta problemática das enchentes, especialistas apontam a drenagem pluvial como uma das mais eficientes práticas e inovações públicas que podem ser implementadas.

 

Drenagem Pluvial

A drenagem pluvial tem como função minimizar enchentes e deslizamentos de encostas em perímetros urbanos. Ela proporciona o manejo do escoamento superficial das águas das chuvas, fazendo sua coleta no perímetro urbano e encaminhando-as aos receptores, como lagos, córregos e rios.

Ela pode ser construída através de tubulações de aço corrugado ou de polietileno corrugado, tendo uma série de materiais alternativos como opção para construção do sistema, tal como concreto. Quando construídos de maneira adequada e com os materiais recomendados, a rede de drenagem pluvial tem uma expectativa de vida de 100 anos. Os sistemas de drenagem pluvial podem ser segmentados em dois grupos:

 

Um sistema adequado de drenagem pluvial é um investimento significativo para municípios, uma vez que além de facilitar o escoamento da água e evitar alagamentos urbanos, também recupera as áreas alagadas, desenvolve o sistema viário e valoriza as propriedades existentes no local.

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