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Diagnosticando a rede: Grupos de Interesse

Devemos ressaltar que o desenvolvimento de um diagnóstico e de um sistema de avaliação e monitoramento é necessariamente uma atividade técnica e política. Para que haja a formação de um sistema contínuo de troca de informações entre stakeholders (grupos de interesse) é essencial que os dirigentes de educação sejam eles prefeitos, governadores ou secretários enxerguem a necessidade de criar um planejamento em conjunto para além de partidos políticos, qual confiança e vontade política se tornem componentes integrais da espinha dorsal do sistema.

O planejamento deve ser construído por meio do diálogo, da confiança, da transparência e de um sistema de prestação de contas. Se realmente quisermos solucionar os problemas que afligem a nossa educação, devemos todos adotar uma posição republicana e estadista perante os desafios.

 

Alinhamento entre grupos de interesse

  • Antes de montar um diagnóstico, é necessário avaliar se os grupos de interesse estão alinhados com relação ao seu propósito. Apenas com coesão e participação é que o diagnóstico e as futuras ações obterão apoio dos diversos atores da educação, como pais e alunos, diretores, professores e da própria sociedade. Para que isso ocorra, também é necessário que os próprios dirigentes estejam alinhados entre si.
  • Portanto, você sempre terá que mapear onde o sistema se encontra com relação à coesão antes e durante o diagnóstico, avaliando se há convergência entre as partes e estudando como assegurar que o sistema obtenha níveis elevados de harmonia entre elas. A construção do diálogo deve ser empregada pelos dirigentes e pelos grupos de interesse para que o sistema possa evoluir a um estágio de coesão no qual interferências pessoais e/ou coletivas — ou seja, fatores que não estão alinhados com o propósito de educação de qualidade com equidade para todos — não ocorram.

 

Obstáculos e como superá-los

  • Embora seja difícil a total coesão entre os grupos de interesse, é necessário que trabalhem continuamente visando a convergência. Um sistema nunca será estático, nunca estará parado no tempo. Hoje sua rede pode ter um grande nível de coesão entre dirigentes, professores, alunos e outros grupos, mas eventos podem ocorrer e ocasionar o oposto: a divergência
  • Se você tem qualquer nível de influência sobre o sistema, será seu papel fazer com que os interesses estejam alinhados, com grande fluxo de comunicação e com esforços consideráveis para promover a convergência com o objetivo de proporcionar o melhor para os alunos.
  • Debater apenas desafios, metas e estratégias não é suficiente para a coesão dos dirigentes. Eles também devem se esforçar para garantir a comunicação efetiva sobre os avanços e contratempos da rede para possibilitar, quando necessário, o ajuste de processos dentro das secretarias e das escolas ou até mesmo adaptação do processo de implementação de políticas e programas.
  • Para isso, os prefeitos e governadores devem garantir que os secretários possuam canais de comunicação abertos com a prefeitura e governadoria, possuindo autonomia para conduzir o sistema também com mecanismos de responsabilização. Da mesma forma, é necessário que os secretários monitorem os sistemas e coletem informações para que estas sirvam de insumo para as decisões do prefeito no município e do governador no estado.

 

Coesão entre os principais grupos de interesse da educação: linhas para o diálogo

  • A comunicação entre grupos de interesse deve ser mapeada e garantida por meio de mecanismos formais e informais. O objetivo desta variedade é de que o sistema não passe a ser considerado autoritário pelos mesmos.
  • Redes podem ser categorizadas autoritárias quando as gestões utilizam apenas ferramentas de comunicação que partem do Estado “para baixo”, quando o fluxo de informações “desce” dos grupos mais altos na hierarquia, como a secretaria, até o diretor, professor e aluno. As informações são transmitidas pelo Estado, por meio de leis e diretrizes, sem que haja espaço para debate e participação dos outros grupos de interesse, impossibilitando uma participação “de baixo para cima”.
  • É necessário que o aluno seja colocado no topo e no centro do sistema educacional, e que a comunicação “de baixo para cima” ocorra de forma intencional, com frequência e intensidade, para que haja equilíbrio entre os atores da educação. Esse diálogo entre as partes é parte característica de uma gestão democrática, e uma das metas do próprio PNE 2014-2024 para a educação.
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