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Crises de aprendizagem

O diagnóstico de crises de aprendizagem fez parte da primeira etapa de muitas reformas pelo mundo, como foi o caso da reforma de Londres, Toronto e Nova Iorque.

Aqui no Brasil, um caso de destaque é o Estado do Ceará. Por meio de uma avaliação amostral de leitura, escrita e compreensão de texto aplicada a 48 municípios, com o total de 8 mil alunos do 3° ano do ensino fundamental, o Comitê Cearense para a Eliminação do Analfabetismo Escolar descobriu, em 2004, que:

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Ou seja, apenas 1,2mil crianças de um total de 8 mil fizeram parte do grupo que concretizou o direito à aprendizagem. Sem sombra de dúvidas, isso se caracterizava como uma crise de aprendizagem no estado.

  • Com esse diagnóstico em mãos, o governo passou a criar coalizões entre os grupos de interesse, utilizando os dados para gerar o senso de urgência necessário para a concepção de políticas que pudessem solucionar a crise. Daí foram originados o Programa Alfabetização na Idade Certa – Paic e uma série de outras intervenções ao longo dos anos e de gestões municipais e estaduais, como o próprio Programa de Apoio ao Desenvolvimento Infantil – Padin.

Em 2017, o Paic cumpriu dez anos como política pública naquele estado e já gerou resultados incríveis na alfabetização de alunos em Português e Matemática. Devido à cooperação e esforço entre os grupos de interesse e entes federados, as políticas de educação são contínuas e efetivamente elaboradas para a formação completa da criança, ainda em 2017, TODAS as escolas do estado alcançaram a meta do Ideb. Das 100 melhores escolas no Brasil do 1° ao 5° ano do ensino fundamental, 77 estão no estado do Ceará.

E para você, qual a crise de aprendizado na sua rede? Você já possui os dados e as informações sobre os grupos de interesse e os seus respectivos níveis de alinhamento para gerar essa mudança?

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