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Estar adimplente no CAUC é um esforço permanente

Estar pessoalmente próximo dos servidores municipais era uma forma de aumentar o engajamento de cada um deles no projeto. Era necessário estar com as pessoas e compreender que o mero envio de documentos e ofícios, ou telefonemas não seriam suficientes para garantir o pleno engajamento. Em situações como essas eram necessárias uma versatilidade de ações, uma adaptabilidade de produzir resultados semelhantes por meio de ações diversas. Se o fato dos municípios conquistarem a possibilidade de celebrarem contratos e convênios não era suficiente, a criação de uma meta palpável criava uma perspectiva de conquista. Os convênios poderiam ser celebrados posteriormente, mas conseguir eliminar as pendências do CAUC, uma a uma, parecia um caminho a ser seguido.

Cada pendência resolvida parecia ser o incentivo necessário para se organizar e poder resolver a próxima criando uma nova cultura, em detrimento das normas e identidades anteriores, de que seria possível resolver todos os problemas e conquistar a certidão negativa de adimplência no CAUC. Na intenção de celebrar as boas práticas e fomentar essa cultura em outros municípios, alguns prefeitos foram premiados com uma certificação entregue pelo governador, reações de diversas ordens mostraram algum efeito prático, tal como prefeitos querendo saber o que deveriam ter feito para poder receber a premiação.

Todas essas conquistas criaram um imaginário perigoso de que é possível “estar fora do CAUC”, como se fosse uma possibilidade permanecer adimplente de maneira permanente, contudo o fundamental é entender que todos os itens requeridos são conferidos com periodicidades determinadas (mensal, bimestral ou outras) e o município precisa estar sempre pronto para comprovar cada uma delas e isso só é possível com uma estrutura de gestão que possibilite isso.

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