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Blockchain e Transporte Público

O blockchain tem se tornado pauta frequente em segmentos, tendo destaque no meio da logística fornecida pelo transporte público. Diferentes iniciativas na área vêm sendo estudadas e implementadas nos últimos meses, tendo estas diferentes frentes de atuação dentro do domínio do blockchain.

Embora o segmento esteja sendo analisado e implementado com maior ênfase nos últimos meses, o blockchain e os serviços que este pode proporcionar no âmbito público encaixam-se com projetos e expectativas já existentes anteriormente nos governos que estão aplicando estas atividades.

Distintas frentes permeiam o uso do blockchain no transporte público, mas os interesses vigentes nos projetos são semelhantes: garantir a segurança dos processos e a transparência dos dados obtidos através destes.

 

Teresina e o Observatório da Mobilidade

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Foto: Blog Cidades em Fotos

Segundo informações apuradas pela prefeitura local, a cidade de Teresina, capital do Piauí, será pioneira em escala global ao adotar o uso do blockchain no transporte público do município. O projeto, chamado “Observatório da Mobilidade: blockchain para a co-gestão do transporte público” foi selecionado pelo Fundo Europeu para o Clima e receberá um investimento de 300 mil euros para sua implementação na cidade.

O Observatório da Mobilidade foi uma iniciativa extraordinária de urbanismo. O objetivo desta iniciativa é de armazenar digitalmente, de forma inviolável e acessível para toda a população, todas as informações que norteiam o transporte coletivo local. Este armazenamento de dados abertos vai desde o cumprimento de ordens de serviço até relatórios de viagens do transporte público local. Através disso, acredita-se que haverá melhora substancial nos serviços e aproximação da sociedade e dos processos de decisão da prefeitura.

Este projeto voltado à área de tecnologia remete ao programa Agenda 2030, aderido pelo Prefeitura de Teresina, que objetiva criar uma plataforma com uma série de informações abertas a respeito do serviço público municipal e o desenvolvimento que a cidade está alcançando ao longo dos anos.

 

Malta, a Ilha do Blockchain

A ilha de Malta, situada em território europeu, anunciou recentemente que está movendo esforços para implementar a tecnologia blockchain em seu sistema de transporte público. Esta iniciativa faz parte da tendência crescente do governo de Malta em regular o blockchain internamente, de modo que o setor público possa passar a utilizar este ofício para transformar diferentes setores de serviços oferecidos para a sociedade.  

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Foto: Catraca Livre.

Como justificativa para o uso da tecnologia, o acesso à informação mostra-se um dos fatores de maior relevância para o governo local.  Notícias recentes apontam que o estado está movendo esforços para fornecer uma estrutura legal que permita que o blockchain e suas variáveis instalem-se no país.

Não obstante, o governo de Malta também vem criando parcerias de sistematização com empresas de pequeno e grande porte voltadas para o setor. Um dos maiores exemplos é a Binance, uma das maiores empresas de criptomoedas do mundo – com sede no Japão, a mesma mudou-se recentemente para Malta a convite do governo maltês, sob pretexto de que o país oferecia mais facilidade para o desenvolvimento da tecnologia blockchain.¹

A empresa escolhida para desenvolver o sistema blockchain no país foi a Omnitude, empresa especializada em blockchain com foco em transações online seguras e transparentes. Apesar do governo não ter fornecido informações mais precisas a respeito do projeto, sabe-se que Malta entrou na corrida tecnológica em busca da imersão do blockchain no país e está determinada em tornar-se uma ilha reconhecida pela utilização da tecnologia.

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