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Desafio

Como é implementado um aterro sanitário?

O crescimento populacional gerou um aumento na produção de lixo nas cidades ao redor do mundo. Para solucionar o destino do descarte, cada vez mais aterros sanitários são implantados nos municípios. Estes correspondem a solução mais ecologicamente correta para desfazer-se dos resíduos sólidos.

Segundo o Portal Resíduos Sólidos, o processo de implantação de um aterro sanitário deve acatar uma série de parâmetros técnicos e sua operação deve ser feita de forma que reduza a poluição do solo e do ar. Aterros sanitários são considerados a forma de descarte mais comum ao redor do mundo. 

“Até os anos 80, o aterro sanitário consistia na principal solução para a disposição final de resíduos sólidos e resolver o problema de lixões no mundo. Com a mudança de percepção ambiental e o entendimento que dispor resíduos em aterro é não aproveitar os recursos naturais se caracterizando como uma sociedade puramente extrativista, os aterros sanitários começaram a receber cada vez menos resíduos como consequência do aumento do uso de técnicas de reciclagem e tratamento de resíduos".

 

Mas afinal, como são implantados os aterros sanitários?

O aterro começa com a escavação de um grande buraco. Mas, antes disso, o solo é perfurado até o lençol freático para verificar Se não é arenoso demais e calcular o limite da escavação: o fundo não pode ficar a menos de 2 metros do lençol.2

Depois da escavação, tratores compactam a terra do fundo do buraco. Sobre o solo compactado é colocada uma espécie de manta de polietileno de alta densidade e, sobre ela, uma camada de pedra britada, por onde passam os líquidos e gases liberados pelo lixo. A cada 5 metros de lixo é feita uma camada de impermeabilização.

Para drenar o percolado (líquido que sai do lixo misturado à água da chuva) a cada 20 metros são instaladas calhas de concreto, que levam a mistura nojenta até a lagoa de acumulação.

Para evitar que alguém jogue lixo clandestinamente ou que algum desavisado entre no aterro, a área é toda cercada. Em São Paulo, por exemplo, é obrigatório criar um cinturão verde de pelo menos 50 metros de largura ao redor do aterro, com vegetação nativa.

O lixo solta gases, que são captados por uma rede de tubos verticais cheios de furinhos. Por esses canos, os gases sobem e chegam à superfície do aterro. Alguns gases são recolhidos em tambores e outros são liberados na atmosfera – o metano, em contato com o ar, pega fogo.

Engenheiros calculam que cada metro cúbico de lixo pesa cerca de 0,6 tonelada. Cada camada do aterro tem 5 metros de altura: 4 metros de lixo e 1 metro de terra, brita e a manta de polietileno. Em cidades pequenas, o limite é de três camadas, mas nas metrópoles elas chegam a 20.

O percolado, aquele líquido que escorre da montanha de lixo, é tratado no próprio aterro e lançado no esgoto ou, como acontece em São Paulo, é recolhido em um “piscinão” e transportado em caminhões para uma estação de tratamento de esgoto.

Balanças parecidas com aquelas que vemos nas estradas controlam a quantidade de lixo que chega ao aterro em cada caminhão. Caminhões coletores como os que vemos nas ruas carregam de 7 a 9 toneladas, mas há carretas capazes de levar até 40 toneladas por viagem.

Esta é a área responsável por coordenar e monitorar as atividades do aterro. É aqui também que se avalia se já é hora de encerrar as atividades do aterro e encomendar a construção de um novo. (Via Mundo Estranho). 

 

O que acontece depois que o aterro esgota sua capacidade?

Uma vez que o aterro esgota sua capacidade, é necessário fechá-lo. Ainda segundo a Mundo Estranho, uma vez que o gás e o percolado continuam sendo gerados por mais de uma década (cerca de 15 anos), não é recomendado que existam construções no terreno. 

Os aterros seguem necessitando de cuidados específicos após o encerramento de suas atividades. Os terrenos utilizados resultam em deformidades na superfície, o que faz com que exista a urgência de nivelar o solo constantemente e ajustar os sistemas de drenagem existentes. Além disso, medidas como recolocação da cobertura vegetal e controle de erosões são recomendados.

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