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Cases de Sucesso | O Blockchain em Governos ao Redor do Mundo

O blockchain tem sido usado em diversas localidades ao redor do mundo. No setor público, sua utilidade diz respeito ao uso da ferramenta para o armazenamento de informações como prontuários médicos, licitações e contratos de diversos setores.

A seguir constam alguns casos de governos internacionais nos quais o blockchain foi implementado com êxito e otimizou os serviços oferecidos pelos governos para a população local.  

 

Dubai, a Cidade do Futuro

Segundo informações da Forbes, Dubai, que é conhecida como “A Cidade do Futuro”, tem a ambição de se tornar a primeira localidade no mundo com todos os seus processos governamentais integrados ao blockchain até 2020. 

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Foto: Forbes.

Os serviços que pretendem ser oferecidos pela cidade são a solicitação de vistos, pagamento de multas e renovações de licenças. A necessidade de integrar estes processos em um meio digital seguro se dá pela estimativa de que mais de 100 milhões de documentos sejam produzidos anualmente.

Com esta iniciativa, apelidada de Smart Dubai, a cidade aprimoraria seus serviços e economizaria estimadas 25,1 milhões de horas de trabalho por parte de seus funcionários públicos, além de poupar gastos governamentais de US$ 1,5 bilhões por ano. 

De autoria da Dubai Land Department (DLD), uma agência do governo que supervisiona o mercado imobiliário local, os imóveis também serão escopo de funcionamento da integração do blockchain: foi lançado em 2017 sistema que possibilita fazer transações financeiras e registros de contratos de imóveis de forma expressivamente segura. Além disso, o sistema possibilita que inquilinos e proprietários compartilhem contas (como energia, água e telecomunicação) relacionadas à propriedade.

 

A Holanda e as 13 semanas reduzidas em 13 minutos

A Holanda também foi um dos países que investiram grandemente na tecnologia. Reportagens recentes de 2018 apontam que o país já conta com cerca de quarenta frentes voltadas para a integração do blockchain nos serviços oferecidos pelo governo.

Oficias do governo holandês apontam que o incentivo ao uso do blockchain foi motivado, sobretudo, pela ideia de cortar gastos governamentais normalizados ao longo dos anos.

Para desenvolver estas frentes, o governo apostou na integração de funcionários do governo a distintos grupos de desenvolvedores como startups voltadas para o segmento. Entre as iniciativas implementadas que obtiveram sucesso, um projeto da província de Noord-Brabant conseguiu reduzir o tempo de liberação de subsídios governamentais de 13 semanas para 13 minutos.

 

A Estônia, o Estcoin e os registros médicos feitos através do blockchain

A Estônia tem planos de criar a primeira criptomoeda oficial: o Estcoin. Apesar de ser uma espécie de criptomoeda, o Estcoin é considerado mais como um token (ficha digital), uma vez que o país já tem uma moeda oficial. O Estcoin não substituiria o Euro, mas criaria uma alternativa interna a ele. 

Através do Estcoin, seria possível criar um fundo de investimento digital apoiado pelo governo. O Estcoin se ambientaria em um sistema e seria uma espécie de ponto ou recompensa para quem prestasse auxílio para outros usuários do sistema (chamados e-residentes). Criadores da moeda apontam que a iniciativa já injetou 14 milhões de euros no país.

Além da criação do Estcoin, a Estônia também incentiva o uso do blockchain para armazenar informações médicas da população, promovendo maior integridade aos registros sem comprometer a confidencialidade dos pacientes estonianos. O sistema existe em forma de teste desde 2016 e permite com que pacientes e médicos possam acessar estas informações em um portal.

 

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